Bem, como eu tava meio sumida do blog com posts mais "consistentes" (não por falta de vontade, mas falta de criatividade mesmo...), hoje eu escrevi uma "coisa" (sei lá o que é, auhauhuha) sobre a USP, minha querida faculdade. Foi bem depois do bandejão, quando aquela comida toda caiu no estômago de tal forma que a preguiça fez com que eu me deitasse em um banquinho.
"Tenho 45 minutos entre bandejar/resolver coisas (como a emocionante tarefa de pagar contas) e o estágio. O que fazer? Por via das dúvidas, estendi minha canga - sim, eu carrego uma canga na mochila, junto com o guarda-chuva, o casaco e o lanchinho do dia. Tudo vem sendo bem útil.
Enfim, estou num banco verde (porque é cheio de musgo, quase uma cerca-viva) embaixo de uma árvore, numa sombrinha maravilhosa e um cheiro de terra molhada, como sabiamente já disse Sandy e Júnior. Até barulho de cigarra tem! Me sentiria no meio do mato se não fosse os Correios que ficam bem em frente. Mas tudo bem. A USP é mágica, um universo paralelo.
Onde mais você passaria sete e meia da manhã e veria um cara estacionando o carro para afinar o violino? Ou então 24571 cachorros num raio de 30m (sendo que todos são bem gordinhos até)? Qual a probabilidade de você estar a caminhar para almoçar (por R$ 1,90, vale frisar. Depois disso, tudo parece um absurdo de caro) e se deparar com uma bateria estilo escola de samba ensaiando? Sem contar a Praça do Relógio, que tem um bioma próprio - além do mais, seus jardineiros fazem drifting (manobras) com os cortadores de grama. Sensacional.
É... Você senta no ponto de ônibus do circular (busão de graça, veja só!) e ouve alguém falando outra língua - um espanhol inintendível, francês, ou, sei lá, javanês. No meio da selva de pedra, da cidade da garoa, engarrafamentos quilométricos e inversão térmica, uma ilha de verde, toda arborizada, do tamanho de Jardim da Penha e com a área verde maior que a do Parque do Ibirapuera.
Carros de universitários, professores, funcionários, e até mesmo gente que só corta caminho pela USP dividem espaço com ciclistas que, em bando, pedalam cheios de equipamentos moderníssimos. Na escola de Arquitetura e Urbanismo (FAU), aula em espaço aberto de desenho artístico - "O nu". Entende-se duas mulheres peladonas estáticas enquanto a galera desenha (eu fui nessa aula!!).
Ir para casa com alguém com um violoncelo a tiracolo no busão; gente usando as mais variadas (e inusitadas) combinações de roupas; patricinhas e mundrungos convivendo harmoniosamente na fila pra pegar a laranjada do bandejão; a maior quantidade de All Stars e orientais que você já viu; um doido que fala que vem de outro planeta e tem um império pra cuidar na vivência da ECA. E, além de tudo, padaria, farmácia, papelaria, residência universitária, milhares de xerox's e restaurantes, clube, etc.
Só tenho a reclamar de uma coisa: o circular demora séculos a passar quando eu mais preciso! E pára de passar depois das onze e pouco da noite. Além de muuuitos fumantes, que deixam meu cabelo impregnado. Mas faz parte.
Fora isso, orgulho de ser USPiana."
É isso aí galéééra, meu textículo tá aí.
Beijo pra todo mundo!
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3 comentários:
amiga,
ônibus e murphy são comuns
em qualquer lugar do mundo
voce nao achou que se veria livre
do murphyzinho porque tá em sao paulo, né? hauiuehauhiehiuahaheuha
adorei o texto
agora to sabendo de tudo da usp
hhahaahha
você ainda vai virar hippie...
Será que é difícil aprender violoncelo?
¬¬
Seu cotidiano deve ser empolgante msm! qnta coisa!
Vc devia escrever um Manual! Quem sabe um dia eu tenha q ir aíh...
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