sábado, 6 de setembro de 2008

Beatriz

Olha,
Será que ela é moça?
Será que ela é triste?
Será que é o contrário?
Será que é pintura?
O rosto da atriz...
Se ela dança no sétimo céu,
se ela acredita que é outro país...
E ela só decora o seu papel,
E se eu pudesse entrar na sua vida...

Olha,
Será que é de louça?
Será que é de éter?
Será que é loucura?
Será que é cenário?
A casa da atriz...
Se ela mora num arranha-céu,
e se as paredes são feitas de giz...
E se ela chora num quarto de hotel,
E se eu pudesse entrar na sua vida...

Sim... Me leva para sempre, Beatriz
Me a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz

Ah, diz... Quantos desastres têm na minha mão
Diz... Se é perigoso a gente ser feliz.

Olha,
Será que é uma estrela?
Será que é mentira?
Será que é comédia?
Será que é divina?
A vida da atriz...
Se ela um dia despencar do céu,
E se os pagantes exigirem bis
E se um arcanjo passar o chapéu
E se eu pudesse entrar na sua vida....

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Coisas inacreditáveis

Sim, decidi ressucitar (é assim que se escreve? auhauhahu) esse blog, e o que me deu ânimo foi um comentário na minha última postagem, que ficou lá, sozinha, durante um bom tempo... É legal saber que ainda tem gente lendo isso aqui, né? Mesmo que só esporadicamente (essa palavra é show de bola)...

Bem, quando eu fui passar as férias no Espírito Santo, visitei várias pessoas, e foi em uma visita que eu fiquei sabendo coisas inacreditáveis. Aquelas que você pára, processa a informação, depois fica chocada. Ou, como diria a Débora (foi na casa dela que o mundo caiu), "amiga, me amassa, porque eu tô PASSADA."
Eu tava bem lá, jogada no sofá da sala e me deliciando com o monte de revistas no revisteiro, só esperando para serem lidas. Peguei uma Gloss (Uma revista de Mulherzinha, estilo Cláudia e Nova, mas pra gente mais jovem) e fui vendo... Moda, comportamento, sexo, perguntas ("Fulana, peguei meu namorado marcando um encontro com uma menina pela internet, o que faço?") e etecétera. No final, sempre tem uma listinha de alguma coisa. Dessa vez, eram "10 coisas que são difíceis de acreditar":

1. Quando Demi Moore fez Ghost, o atual marido dela, Ashton Kutcher, tinha 12 anos. E o filme era proibido para menores de 14!
2. Angelina Jolie hoje é a musa dos tons pastéis, mas ela já fez o estilo pacto-com-demo no armário. Em seu primeiro casamento, com o ator Johnny Lee Miller, por exemplo, ela usou camieta branca, onde escreveu, com o próprio sangue, o nome do noivo.
3. Cláudia Raia já foi casada com o atual ator de filme pornôs Alexandre Frota.
4. O rapper 50 Cent levou 9 tiros e não morreu.
5. Angélica, a atual sra. Luciano Huck, já foi apaixonada por Marcio Garcia e Mauricio Mattar. E Luciano já fez declarações públicas para a apresentadora Eliana e para Ivete Sangalo.
6. Guilherme Fontes já foi galã. E já beijou a Sandy numa novela das 6 da Globo.
7. Chico Buarque já foi preso, na adolescencia, por roubo de carro.
8. Nicole Richie, Ana Hickmann, Fernanda Torres e Adriane Galisteu já foram gordinhas.
9. E André Marques(do Video Show), Kirstie Alley(do filme Olha quem está falando) e Leo Jaime já foram magros.
10. Michael Jackson, um dia, foi negro.


Prá falar a verdade, o que mais me deixou de cara foi o três, da Cláudia Raia. Cláudia Raia, mano?!?! Aquela mulher daquele tamanho, a Donatela, mulher do Edson Celulari, aquele cinquentão gato??! Com o Alexandre Frota, o ator portô fortão estilo pit bull??? Geeente do céu!!

Quando comentei isso com uma amiga minha, ela contou mais uma: A Elba Ramalho já foi casada - e tem um filho - com o Maurício Mattar.É, o mesmo que namorou a Angélica, a Deborah Secco, a Paola Oliveira.

Meu Deus.

Eu sei e tô careca de saber que essas coisas não vão mudar a minha vida em nada, e muito menos a deles. Mas, CARA, como as coisas acontecem assim e eu não fico sabendo?? UHAEHIEAIHAEHIAE COmo é que pode isso?? É esquisito de pensar!!!!

Tá bom galera, é só pra denscontrair mesmo... auhahuahuahu

Beijo!

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Aos meus verdadeiros amigos

Àqueles que eu conheço a muito tempo,
àqueles que eu conheci por agora,
àqueles que são também meus parentes,
àqueles com os quais eu me importo.

Àqueles que lembram de mim de vez em quando,
àqueles que eu faço questão de visitar,
àqueles que pelos quais eu desejo toda a alegria do mundo;
àquele que é mais que amigo...


O que eu vou postar aqui é incrivelmente parecido com o que eu postei no texto Pessoas, porque a idéia é a mesma... Como eu tô aqui em Vitória, achei o original sobre a bancada, digitei e postei.

Esse texto eu fiz inspirada numa temática de uma redação da FUVEST de anos passados. Fiquei vários dias olhando para a proposta sem nenhuma idéia, e, quando eu finalmente comecei a escrever, não parei mais. Não ficou uma dissertação como deveria, não parece ter muito nexo, coesão, começo, meio e fim; mas acho que foi a redação que possui a minha essência, que mais "me tem" dentro dela.





AMIZADE

Dos sentimentos humanos, talvez o amor seja o mais aclamado e entoado por todas as artes – desde canções apaixonadas até longos romances água-com-açúcar. Mas o fato é que, se pararmos para pensar, a amizade é algo bem maior e mais presente em nossas vidas. Como Caetano canta, “e quem há de negar que esta [a amizade] lhe é superior [ao amor]?”.
A amizade é a base emocional de cada um. Ter um amigo é ter com quem contar nas horas alegres e tristes, é ter a quem pedir conselhos, é ter alguém que vai te dar um “puxão de orelha” quando preciso e vai dar não a resposta que você quer, mas a que você precisa ouvir. As amizades verdadeiras costumam ser mais duradouras que os amores – creio eu que seja por causa de toda a “maturidade” que ela tem.
Quando digo que ter um amigo é ter uma base, é porque normalmente é ele que dá a estabilidade que você precisa em momentos abaladores. Uma palavra amiga, um conselho, um incentivo, o que for: o verdadeiro amigo – aquele que te entende só pelo olhar ou tom de voz – é que te coloca na linha, te dá o equilíbrio para seguir em frente da melhor forma possível.
O amor eu diria que é um sentimento muitas vezes meio “desequilibrado” e “adolescente”. Uma paixão louca é capaz de fazer milagres a vida de uma pessoa, trazer felicidades enormes e sentimentos avassaladores à tona, mas a verdade é que tudo que é intenso demais acaba mais rápido.
Há uma frase já incorporada na sabedoria popular que diz o seguinte: “Eu continuaria a viver se morressem todos os meus amores, mas não suportaria se morressem todos os meus amigos”. A falta de um amigo é bem maior que a de uma paixão, porque mesmo se esta, a paixão, acabasse, deixando todas as marcas e cicatrizes que costuma deixar, quem estaria lá para te amparar? Aquele ombro, como jus o nome, “amigo”.
Mas um amigo de verdade não é fácil de se arranjar. Há quem acredite no “amor a primeira vista”; mas eu nunca ouvi falar de uma “amizade sincera a primeira vista”, no máximo uma empatia. A amizade é construída aos poucos, quase sem perceber, sem a intenção. Só a convivência, as afinidades, os programas juntos, a confiança e a sinceridade são capazes de fazer alguém ser um amigo dito verdadeiro. E isso, meu caro, não aparece da noite pro dia.
Existe uma coisa cada vez mais corriqueira: o “coleguismo”. Você convive com várias pessoas todos os dias – seja no cursinho, na faculdade, no trabalho – e não tem como você manter-se isolado, mesmo que você queira: é claro que surgirão os contados, as conversas, os trabalhos em equipe e até mesmo um programa no sábado a noite. Essa pessoa torna-se seu colega. Co-le-ga, e não amigo.
Mas porque colega? Você não poderia fazer isso tudo com um amigo? É claro, mas veja só... É colega porque você não é sincero com ele, não sente “a” confiança para confidenciar seus problemas ou sentimentos; vocês não conversam sobre tudo sem ver o tempo passar; você não faz questão de, no seu tempo livre – nesse muito louco, às vezes é bem escasso – encontrá-lo para por o papo em dia; ou até mesmo saber notícias quando vocês passam longas datas separados por algum motivo. E, por mais que vocês convivam muito agora, vai chegar um momento no qual seus destinos vão divergir. Aí, você vê que foi legal conhece-lo e tudo, mas, de verdade? Não faz tanta falta assim.
Por isso, se vocÊ tem um grande amigo, aquele com o qual você se importa; aquele pelo qual você torce e deseja tudo de bom na vida; aquele que realmente faz falta, pois ocupa um lugar na sua vida... Não deixe escapar. O sentimento que une dois amigos, para mim, é um dos maiores, pois agüenta coisas que nem mesmo as paixões mais intensas agüentam durante muito tempo: sobrevive a diferenças, distâncias, novas pessoas.
Depois disso tudo, percebe-se o quanto a amizade é vital para qualquer um, por mais que o indivíduo intitule-se “anti-social”, “auto-suficiente”, “independente” ou qualquer coisa do tipo. A amizade é, como já foi dito, o sentimento-base para a maioria dos outros bons sentimentos. Uma mãe é, de certa forma, uma amiga, aquela que só quer seu bem, dá conselho e briga; um bom namorado é aquele que sabe ouvir e amparar, além de ser uma ótima companhia; e assim por diante.
A princípio escrevi que o amor é o alvo principal dos maiores devaneios humanos, mas a amizade também tem suas filosofias desde a antiguidade, reconhecendo o real valor de um amigo. Cícero indagou: “pode-se realmente ‘viver a vida’ sem conhecer a felicidade de encontrar num amigo os mesmos sentimentos? (...) De que nos valeria a felicidade se não tivéssemos quem com ela se alegrasse tanto quando nós próprios? Bem difícil te seria suportar adversidades sem um companheira que as sofresse mais ainda”.
Os anos passam, mas há coisas que simplesmente permanecem – e o conceito de uma boa amizade é um deles, afinal, é algo que existe desde sempre, assim como o amor, o ódio, a curiosidade, o ciúmes. Ainda hoje as palavras de Cíceros são proclamas pelas sábias frases populares: “a alegria partilhada é alegria dupla; o pesar partilhado é o meio pesar”.


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terça-feira, 27 de maio de 2008

pshhhhhhhhhhh...

espantei as moscas

agora é só postar

domingo, 11 de maio de 2008

o dia das mães

parabéns especial pras mamães...

achei uma coisa muito legal pra postar no blog.. um poema do drummond, digamos que diferente..

Para Sempre

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.

Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.


Carlos Drummond de Andrade

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Que frio!!!

Cara, eu não sabia que aqui em São Paulo podia ser TÃO frio. E o pior: o frio mesmo nem começou!!!
Hoje estava eu, caminhando para ir pra aula (depois de uma batalha quase incessante com o cobertor novo, que não queria me largar), quando eu olho praqueles relógios-termômetros (uns dos vários que tem na USP) e vejo: 13°. Repito, 13°.
QUEM QUE SÓ MOROU EM LINHARES E VITÓRIA SABE O QUE SÃO 13 GRAUS?
Pois é. Eu tentava me locomover com uma blusa normal, uma blusa de frio de linho e um casaco de moletom, além de uma calça jeans com uma "meia-calça" mais grossa por baixo pra proteger do frio. E não tinha onde pôr as mãos!!!
Ontem, por causa dessa e mais outras que vem por aí (tipo OUTONO e INVERNO), ontem fui às compras com a minha mãe, que já tá doida pra voltar pra capital-que-é-uma-ilha-e-quase-sempre-tem-céu-azul-e-trinta-graus. Aí foi aquele alvoroço: meião de lã, gorro, cachecol, luvas, roupas de lã, cacharréis, cobertores, edredons, etc.
E eu também realizei meu sonho: comprei uma bota. SIM, desde que eu me entendo por gente eu queria uma bota chique, cano alto, super imponente. Acho que é porque eu via Sailor Moon e ficava com inveja. Mas enfim... Nunca tive coragem de usar, porque por aí quase ninguém usa (e também nem tem porque usar, né), e bota chama muita atenção. Teve um ano que eu rodei uma semana inteira com minha mãe pelas lojas de Vitória atrás de uma bota, mas desisti porque eu sabia que não ia usar. Dessa vez eu comprei, e finalmente vou usar! =D
Sapato é outro grande problema: eu só tenho sapato aberto!! Quem me conhece sabe que mais da metade são havaianas. Tá, elas são realmente lindas, adoráveis e confortáveis... Mas meus dedos pedem por algo mais quente, e, ano passado, quando eu passava o dia todo no colégio, eu pensava: "não vejo a hora de poder passar o dia inteiro de dedos de fora, sem esse tênis sufocando meu pé". Hoje, eles são mais que necessários!!
Pior que aqui tem um solzinho enganador. Aí, em Vitória, só faz frio quando tá chovendo. Aqui, você olha pra janela e vê um sol lindo; quando sai, vem aquele vento SUPER gelado que acha um jeito de entrar na sua roupa, seja pela manga, gola ou qualquer outra fenda ou abertura, só pra te ferrar.
Mas mais estranho que isso tudo é o clima daqui em si. Deu onze horas da manhã e eu já não aguentava mais aquele tanto de blusa, um sol forte na minha cabeça e eu com calor... Siiiim!!! No mesmo dia em que, de manhã, eu soltava fumacinha pela boca (achei o máximo, tinha tanto tempo que eu não fazia isso) eu andei de blusinha baby-look! Mas nem dá pra se animar, que daqui a pouco já começa a esfriar de novo.
Mas não tem jeito né, tem que se acostumar!!! E imagina só se eu tivesse passado em Curitiba?!?!

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quarta-feira, 7 de maio de 2008

responda à questão abaixo:

diga-me quem foi que escreveu isso e ganhe um chiclete.
Ps: se voce não souber, chute algum nome.

"Que me conste, ainda ninguém relatou o seu próprio delírio,
faça-o eu, e a ciência me agradecerá. Se o leitor não é dado
à contemplação destes fenômenos mentais, pode saltar o capítulo;
vá direto à narração. Mas, por menos curioso que seja, sempre lhe
digo que é interessante saber o que se passou na minha cabeça
durante uns vinte ou trinta minutos."



OBS 1: Thamara tem mais chances de acertar porque a gente
já conversou sobre isso.

OBS 2: Débora está intimada a postar no blog
ahuiehiuheiuahe

um beijo pros meus amiguinhos e amiguxinhas

terça-feira, 6 de maio de 2008

Filmes que devem ser vistos (por mim)

Opa! Tô aqui pedir uma ajudinha de vocês. No começo do ano eu fiz uma lista de filmes que devem ser vistos. Eu sei que é um absurdo eu, filha de ex-donos de uma rede de locadoras, não tenha visto muitos filmes que estão nessa lista. Mas falta eu achar uma locadora aqui nas proximidades pra eu fazer uma ficha... haha. São filmes que, pra mim (ou na opinião de meus "chegados"), eu tenho a OBRIGAÇÃO de assistir. Não são todos necessariamente legais, pelo que me falaram... Mas tem clássicos que DEVEM ser assistidos, tem filmes IRADOS, tem blockbusters que TODO MUNDO VIU (menos eu)... Enfim, dêem as suas sugestões!


Laranja Mecânica
Irreversível
Os Sonhadores
À espera de um milagre
Clube da Luta
Amores Brutos
Snatch – Porcos e Diamantes
Cidadão Kane
A Outra História Americana
Beleza Americana
Edukators
Adeus, Lênin
As Pontes de Madison
A Praia
Fale com Ela
O Paciente Inglês
Medo e Delírio
Diários de Motocicleta
Xeque-Mate
Um Crime de Mestre
A Cor Púrpura
Uma Linda Mulher
Tomates Verdes Fritos
Pulp Fiction
Pão e Tulipas
Hotel Ruanda
O rochedo Gibraltar
Algum (ou alguns) do Woody Allen
TODOS do C. Chaplin
Piaf – Um hino ao amor
Conte comigo
Perfume de Mulher
Tiros Em Columbine
O último ano do resto de nossas vidas
Meu nome é Rádio
Desejo e Reparação
Duro de Matar
Um estranho no Ninho
O fabuloso destino de Amélia Poulain
Exterminador do Futuro
ET
O Iluminado
Psicose
Tudo sobre minha mãe
A Partilha
Quero ser John Malkovich
Casablanca
Um Sonho de Liberdade
Obrigado por Fumar
Bonequinha de Luxo
Táxi Driver
O Sétimo Selo
O Aviador
O Poderoso Chefão
O Carteiro e o Poeta
Conduzindo Miss Daisy
A Regra do Jogo
Apocalipse Now
...E o Vento Levou
Los Angeles – A Cidade Proibida
O Resgate do Soldado Ryan
O Último Samurai
Sete anos no Tibet
Os Suspeitos
Sem Saída
Os Caçadores da Arca Perdida
Ben-Hur
Dança com Lobos
De Volta para o Futuro
Sete homens e um destino
Onze Homens e um Segredo
Indiana Jones e a última Cruzada
O Último dos Moicanos
Telma e Louise
Os canhões de Navarone
A Caçada ao Outubro Vermelho
Viagem Insólita
O feitiço de Áquila
Admirável Mundo Novo
Quanto vale ou é por quilo
Uma Vida Iluminada
Onde os Fracos Não tem Vez

domingo, 4 de maio de 2008

curiosidade

ih, monopolizei o blog pelo visto


há um tempo, observei que quando passo em frente aos espelhos tenho que parar e me olhar. Pode ser qualquer um,
sabe? haha qualquer um mesmo, tipo espelho de carro, espelho de loja ou até mesmo webcam.

Estou escrevendo esse texto porque, no exato momento, liguei a webcam pra falar com meu namorado e como
o papo morreu, a única opção que me sobrou foi me olhar na webcam. Pra isso não virar um vício chato, quando
não falo com ele, minimizo a janelinha. E deu certo, esqueço que a webcam tá ligada, só não posso tirar meleca
do nariz ou colocar as pernas em cima da mesa auiheauheiuahiue (brincadeirinha ho ho ho).

Descobri também que boa parte das mulheres tem esse costume de se olhar nos espelhos. Mas, antes de falar sobre
isso, quero contar um caso.

Aqui do lado da minha casa tem uma imobiliária que tem aqueles vidros azuis. Quando eu passo, costumo
dar aquela virada básica pra me olhar (notei que minha prima também faz isso quando entra no carro).
O problema é que um dia tinha uma mulher e um homem lá dentro que ficaram rindo da minha cara (eu nao consigo
ver as pessoas na parte interior da loja). Paguei mó mico.

Outro dia, passei do lado de um carro e parei pra ajeitar a sobrancelha. Caraca, tinha uma pessoa lá
dentro. COm toda discrição, saí de fininho uaeiuhiehaeuhaieahe.

E, pra terminar, voltando ao assunto das mulheres... acho que isso realmente é mau das portadoras
de um cromossomo X e uma cromatina sexual.



Esse blog é só cultura...

sexta-feira, 2 de maio de 2008

homem de ferro





Homem de ferro nada! Homem de ouro e de titânio. Como boa vestibulanda (que tem química como uma de suas
específicas), não poderia deixar de fazer esse comentário inútil. juro que foi mais forte que eu. heiuhaiheiahe
A roupa do homem de ferro não poderia ser de ferro gente, ferro reage com oxigênio e sofre um processo
chamado oxidação. Aumenta o seu nox e o oxigênio reduz. Há formação de óxido férrico e ferroso simultaneamente.

Tá, tá, tá. parei. O negócio que fui ver esse filme hoje e saí do cinema muito contente. O Robert Downey Jr, que
faz o papel de Tony Stark, atuou muito bem, cara! Por causa dele, exclusivamente por causa dele, recomendo
a todos o filme.

Um ótimo feriado !!!

doce ilusão

pra voce, que assim como eu, foi iludido(a) com emails escritos por anônimos e assinados pelo jabour.. hahahahhahaaahhaha

....Sou vítima de escritores fantasmas que se escondem na internet. Já reclamei disso, mas não adianta, os falsários continuam forjando minhas pobres moedas. A "rede" tem artigo com meu nome falando das mulheres de bundinha dura, tem uma defesa sensual da celulite, tem um famoso artigo meio veado sobre a beleza dos gaúchos, saudado com viril alegria por homenzarrões que me agarram na rua: " Tché, tua escritura estava macanuda, tri-legal!".

Eu nego aos bigodudos ter escrito aquele ditirambo farroupilha, mas falo num tom vago, para não ser esculachado: "Tu não escreveste? Então, tu não amas nossas "prendas" lindas, e negas ter escrito que a gente já nasce montado num bagual? E que, por baixo do poncho também bate um coração? Tu tá tirando o seu da reta, tché?"- e me aponta o dedo, de bombachas e faca de prata.

Apareceu agora um artigo sobre a "mulher brasileira" e logo chega a menina sorrindo: "Finalmente, alguém diz a verdade sobre as mulheres na internet! Mandei isso pra mil amigas, principalmente porque você diz: "Elas são tão cheirosinhas... elas fazem biquinho e deitam no teu ombro..." e "quando a mão dele toca tua nuca, tu derretes feito manteiga" ou "elas têm horror a qualquer carninha saindo da calça de cintura, tão baixa que o cós acaba!"...

"Eu jamais escreveria "cós acaba!, minha filha!". "Ah... Não seja modesto! É a melhor coisa que você já fez!"- e sai rebolando, feliz...

Agora surgiu mais um, onde eu ensino aos homens do meu Brasil como evitar chifres, como não serem cornos, ou "córnos"? Todos nós já levamos nossas chifradinhas (saibamos ou não...), mas não sou um especialista nessa desdita. E o texto é de amargar:

"As 'mulheres modernas' têm um pique absurdo em relação ao sexo e, principalmente dos 30 aos 38 anos, elas querem fazer sexo todos os dias, nem precisa dizer que se não for com você... Nem pense em provocar 'ciuminhos' vãos. Como pude constatar, mulher insegura é uma máquina colocadora de chifres. Quem não dá assistência, abre concorrência e perde a preferência".
Assinado, eu.

(trecho da crônica "a cornidão é um sentimento nacional, retirado do livro Pornopolítica)

"A Bunda Dura"

Bom, a minha internet tá dando pau sempre (ela cai, fica umas cinco horas fora, depois volta, depois cai... Fica nisso. Espero que o técnico da internet venha aqui hoje). Sem ter mais o que fazer, fui futucar a pasta "Meus Arquivos Recebidos" (que, por sinal, vocês não imaginam o tanto de porcaria que tem!!!! Aliás, podem até imaginar, é só futucar a própria uahuahuahua). Aí tinha esse texto do Arnaldo Jabour , acho até que foi a Jamili que me passou a umas três eras atrás, criticando a futilidade.
COMENTÁRIO POSPOSTO: A própria Jamili agora me falou que esse texto não é dele. Mas vá lá, ele é legal. Lá vai:

"A Bunda dura"

Tenho horror a mulher perfeitinha. Sabe aquele tipo que faz escova toda manhã, tá sempre na moda e é tão sorridente que parece garota-propaganda de processo de clareamento dentário?

E, só pra piorar, tem a bunda dura!!! Pois então, mulheres assim são um porre. Pior: são brochantes. Sou louco?
Então tá, mas posso provar a minha tese. Quer ver?

a. Escova toda manhã. A fulana acorda as seis da matina pra deixar o cabelo parecido com o da Patrícia de Sabrit. Perde momentos imprescindíveis de rolamento na cama, encoxamento do namorado, pegação, pra encaixar-se no padrão ''Alisabel é que é legal''. Burra.

b. Na moda: estilo pessoal, pra ela, é o que aparece nos anúncios da Elle do mês. Você vê-la de shortinho, camiseta surrada e cabelo preso? JAMAIS! O que indica uma coisa: ela não vai querer ficar ''desarrumada'' nem enquanto tiver transando. É capaz até de fazer pose em busca do melhor ângulo perante o espelho do quarto. Credo.

c. Sorriso incessante: ela mora na vila do Smurfs? Tá fazendo treinamento pra Hebe? Sou antipático com orgulho, só sorrio para quem provoca meu sorriso. Não gostou? Problema seu. Isso se chama autenticidade, meu caro. Coisa que, pra perfeitinha, não existe. Aliás, ela nem sabe o que a palavra significa, coitada.

d. Bunda dura. As muito gostosas são muito chatas. Pra manter aquele corpão, comem alface e tomam isotônico (isso quando não enfiam o dedo na garganta pra se livrar das 2 calorias que ingeriram), portanto não vão acompanhá-lo nos pasteizinhos nem na porção de bolinho de arroz do sabadão. Bebida dá barriga e ela tem H-O-R-R-O-R a qualquer carninha saindo da calça de cintura tão baixa que o cós acaba onde começa a pornografia: nada de tomar um bom vinho com você. Cerveja? Esquece! Melhor convidar o Jorjão.

Pois é, ela é um tesão. Mas não curte sexo porque desglamouriza, se veste feito um manequim de vitrine do Iguatemi, acha inadmissível você apalpar a bunda dela em público, nunca toma porre e só sabe contar até quinze, que é até onde chega a seqüência de bíceps e tríceps. Que beleza de mulher. E você reparou naquela bunda? Meu Deus... Legal mesmo é mulher de verdade. E daí se ela tem celulite? O senso de humor compensa...

Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira de bebedeira. Pode até ser meio mal educada quando você larga a cueca no meio da sala,mas adora sexo. Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução (e, às vezes, nem chegam a ser um problema). Mas ainda não criaram um remédio pra futilidade. Nem pra dela, nem pra sua!

E mulher bonita demais e melancia grande, ninguem come sozinho!!!
"

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Só pra ilustrar:



Uma foto nossa =)
UHAEHIEAHIEAHIHIEA

Bom feriado pra todo mundo! Aqui em SP tá um frio do caramba e eu só to em casa, enrolada no edredom e assistindo TV. Façam mais do que isso, por favor!! auheuhaeuh

=*

quarta-feira, 30 de abril de 2008

minha mãe agora é uma internauta

estava sem assunto pra postar aqui no blog, morgando na internet depois de ter lido uma folha imensa folha
sobre história do Espírito Santo quando minha mãe me ligou. "Filha, eu quero entrar no msn pra te ver
na webcam", disse ela. Socorro! Não sabia se eu ia ficar mais estressada explicando pra ela como entrar
ou depois que ela entrasse.
hauiehiuhaeihaue

Primeiro passo: como ensinar ela a entrar no msn? Vamos lá, paciência-mor e determinação. "Mãe, vai em iníciar,
programas e windows live messenger". Pra falar por telefone windows live messenger foi um sacrifício mas depois
de uns 10 minutos, chegamos lá.

Segundo passo: ensinar minha mãe a escrever no msn porque ela não sabia em que espaço branco escrever.
Conseguimos novamente! tive que falar pra ela que embaixo de umas 'carinhas' tinha um espaço em branco
e que ela devia clicar em cima dele e digitar. Depois, não esquecer do enter senão eu não receberia a mensagem.

Terceiro passo: Como ela ia me ver pela webcam? Sorte minha que quando fui em linhares deixei tudo
instalado certinho lá. esse foi o passo mais fácil, só ela aceitar meu convite.

Foi isso.. depois de uma meia hora nós conseguimos nos falar e detalhe; se ela ficou 10 minutos online foi muito,
segundo ela, 'isso é uma chatice'. Agora me diga se eu não devo ser canonizada?

terça-feira, 29 de abril de 2008

sombras de goya

Olá galera,

pelo que vi, o post da nossa amiga nega Thams rendeu altos comentários. Pra quê se manter no anonimato,
faça nossa alegria, comente no nosso blog hahahahaa.

bom, meu texto hoje vai ser pra elogiar e recomendar um filme. Depois de um tempinho sem escrever
(anda me faltando tempo pra tudo, tô que nem a dé, reclamando até de tempo pra dormir), vou falar de um
filme que eu vi com meu namorado lindo. Goya foi um pintor espanhol que viveu na idade moderna. Época do
absolutismo, mecenato, reforma e contra-reforma. Época que a igreja católica resolveu recolocar em prática
o tribunal da santa inquisição. Não sei quem foi que teve essa 'brilhante' idéia mas podiam fazer um
interrogatório cristão católico com esse espertinho. Quem sabe ele não repensaria em não criar o tribunal.

voltando ao filme... uma garota espanhola, de família tradicional, é solicitada pra um interrogatório pois
suspeitavam que ela fazia cultos judaicos pelo simples fato de não comer carne de porco. Coitada da garota,
não se podia não gostar de carne de porco naquela época hhahaha. Pois então, ela é presa e torturada pelo
santo ofício.

Nesse meio tempo, entra em cena também um padre, interpretado pelo brilhante Javier Bardem, que segue
todo aquele estereótipo de sacerdote da época. O padre, a pedidos de Goya, tenta libertar a garota (não
porque era bonzinho, e sim porque foi chantageado) e acaba mantendo relações ... com ela.

E assim, o filme continua.. não vou contar mais pra não perder a graça

um grande beijo pra voces !

OBS: A pedidos, logo em breve postarei algumas das minhas piadas (ho ho ho) aiuehiuaheuae

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Campanha COMENTE E DEIXE AS BLOGUEIRAS FELIZES!!

Ei, pessoal! Que tal participar da campanha?

É muito simples:
se você lê esse blog de vez em quando, de vez em sempre ou até de vez em quando, se você parou aqui por acaso, se você só entrou por curiosidade, se você entrou porque gosta do que a gente escreve, ou até se você entrou porque simplesmente você não vai com a cara da gente e quer ver as coisas que a gente tem coragem de por na internet...

COMENTE!!!

De vez em quando algum amigo vem falar comigo que o blog tá legal, que tem umas coisas bacanas, que gostou do que viu. Tenho certeza que também acontece com as meninas. Isso dá uma satisfação enorme e mais vontade de escrever ainda, procurar coisas legais pra postar aqui, enfim, tocar o blog.
Mas tem gente que visita e não comenta. Ok, não quero fazer uma política chata de "se entrou, agora comenta!!!", como algumas pessoas fazem no orkut "é né, visitou e nem deixou um scrap? :(" UHAEHIAEHIAE. Eu só queria, vamos dizer, palavras de incentivo? (huuhahuauha). Eu sei que tem mais gente que lê essa budega além das próprias blogueiras (ou eu quero acreditar), mas a gente acaba ouvindo a opinião só de nós mesmas, fica uma coisa fechada. Portanto, se você, por algum motivo do universo, está nessa página, manda um recado pra gente. Fala o que você acha. Não sei se vocês não comentam por preguiça ou por achar que tem que fazer um cadastro, mas é só fazer o login com a conta do Orkut mesmo, que eu tenho certeza que seus dedos tão mais que treinados para digitar - já é automático.

É isso, galera! Façam um agradinho pra gente, se puderem - e quiserem, é claro. [i]A gente agradessemos.[/i]

ps: agradecimento especial a quem já fez isso por aqui: meus primos Flauber e Junin, que sempre batem ponto por aqui; a Raísa, a Cíntia, o Roberto, entre outros, que infelizmente não lembro o nome agora :S

=D

Gazeta On Line >> Minuto a Minuto

Estava eu, em meados de Dezembro, correndo para o Darwin para não perder a primeira aula das questões discurssivas da Ufes. Quando um estagiário, com um gravador na mão, fez umas perguntas e eu as respondi. Ele tinha me dito que era da rádio CBN, ou alguma coisa do tipo. Hoje lembrei disso e fui atrás dessa "notícia", olha o que eu achei : Gazeta On Line ! Eu nem me lembro se foi isso mesmo o que eu falei, mas já dá pra contar história, haha.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Formato Mínimo

Ei galera,

=> Aqui vai uma canção do Skank chamada "Formato Mínimo"
(Cosmotron 2003)

Começou de súbito
A festa estava mesmo ótima
Ela procurava um príncipe
Ele procurava a próxima

Ele reparou nos óculos
Ela reparou nas vírgulas
Ele ofereceu-lhe um ácido
E ela achou aquilo o máximo

Os lábios se tocaram ásperos
Em beijos de tirar o fôlego
Tímidos, transaram trôpegos*
E ávidos*, gozaram rápido

Ele procurava álibis
Ela flutuava lépida*
Ele sucumbia ao pânico
E ela descansava lívida

O medo redigiu-se ínfimo*
E ele percebeu a dádiva
Declarou-se dela, o súdito
Desenhou-se a história trágica

Ele, enfim, dormiu apático
Na noite segredosa e cálida
Ela despertou-se tímida
Feita do desejo, a vítima

Fugiu dali tão rápido
Caminhando passos tétricos*
Amor em sua mente épico
Transformado em jogo cínico

Para ele, uma transa típica
O amor em seu formato mínimo
O corpo se expressando clínico
Da triste solidão, a rúbrica

*trôpegos: dormente; deficiente
*ávidos: que quer ardentemente
*lépida: jovial, alegre
*ínfimo: insignificante
*tétrico: fúnebre


OBS: Coloquei o vocabulário de algumas palavras pra ajudar na interpretação

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Pessoas

Há pessoas e pessoas nesse mundo. E pessoas e pessoas para você. Cada uma com seu cada qual, com a sua importância, com seu papel na sua vida. Há aquelas pessoas legais de se conversar num barzinho; há aqueles que são bons companheiros de "rock" (não é porque eu estou em sampa que eu acho que "balada" é mais legal de se falar), mas para quem você nem pensaria em contar seus segredos; há aqueles que existem para te escutar: você desabafa, fala o que está pensando - por mais estapafúrdio que seja, o que te agonia, o que faz você feliz. Há pessoas boas para se falar justamente o que a gente não quer ouvir, só para a gente aprender. Há pessoas legais para se fofocar da vida alheia. Para jogar baralho. Para falar no MSN. Para se perder a paciência, e por aí vai.

Há pessoas que simplesmente não importam. Sim, elas podem estar no seu cotidiano - na sua classe, no seu trabalho, no seu condomíno - mas não fazem diferença, sabe? Ela estando lá ou não, você não nota. É isso - tanto faz. Não que ela seja chata. Talvez ela seja até legal. O que acontece é que o santo não tenha batido. Ou então vocês não pararam pra conversar ainda. Vai saber.

Há pessoas que passam na sua vida rapidamente. São aquelas que, quando você pára pra olhar um álbum de fotos antigo, você se vê lá, abraçado com ela, com um sorriso de orelha-a-orelha, e se pergunta: "onde será que está essa pessoa agora? Nossa, quanto tempo que não a vejo!". É aquele amigo de colégio pelo qual a afeição foi tão arrebatadora quanto as paixões hollywoodianas. Vocês se conhecem, conversam, vêem que têm vários interesses e comum e viram os novos amigos-de-infância. A partir daí, é um grude: Não se vê mais os dois separados. Se falam todos os dias. Contam segredos. Por vezes um choraminga no colo do outro. Saem para barzinhos, festas de aniversário, sorveterias e caminhadas sempre juntos.
Mas aí chega uma hora em que o coleguinha tem que mudar de sala, ou de colégio, ou de cidade, ou até mesmo começa a namorar e esquece do mundo exterior. Aí, meu amigo, também é questão de tempo: aquela pessoa que você chamava de "amigo" e com a qual falava todo dia pelo telefone passa a ser um "colega" em questão de meses. Você não o reconhece mais, e vice-versa. Vocês não se batem mais, sabe Deus porque. E fica alguma coisa estranha no ar, de vez em quando você se lembra de alguma coisa engraçada que COM CERTEZA falaria para ele, talvez... Mas aí lembra que toda aquela intimidade criada em tão pouco tempo não está mais lá? Pra onde foi? Mas que coisa estranha... Aí vocês se cruzam em um shopping qualquer, dão um sorrisinho besta e dizem "oi, tudo bom?". E acabou, morreu todo o assunto, realmente não existe mais. Mas é um processo gradativo e praticamente indolor (a não ser nos momentos nostalgia): a distância vai acontecendo naturalmente (mesmo que não seja física, veja bem), e aquela pessoa sem a qual você nem ia na esquina antigamente acaba só existindo de verdade nas fotos.

Ah, sim, e há aquelas pessoas. "Aqueeeelas". As que REALMENTE fazem a diferença. Que não importa se estão longe ou perto, se falamos muito ou só podemos falar pouco, se conhecemos desde que nascemos ou há três meses. Elas tem um "quê" que não dá pra explicar. Elas, sim, importam, marcam e são inesquecíveis. É, pode parecer piegas, mas essa que é a verdade. Momentos impagáveis, bobagens, feriados, festas, carnavais, filmes, brigadeiros. O que mais importa é que com aquela pessoa você simplesmente se sente bem, pode confiar, falar qualquer baboseira que passar pela sua cabeça sem medeo de repreensão. É com essas pessoas que qualquer hora é hora, e qualquer lugar é lugar. É com elas que você tem as conversas mais marcantes da sua vida, é daí que vêm os conselhos mais preciosos, acholimento, sensação de não estar só onde quer que você esteja. É ter realmente pra quem ligar quando você lembrar de alguma piada sem-graça ou então quando acontece alguma coisa engraçada com você quando se está só. São pessoas que, invariavelmente, nos deixam com saudades. Pessoas queridas. Peassoas para as quais desejamos tudo-de-bom. E queremos, sempre que possível, ter por perto. São pessoas que não nasceram com você, mas já fazem parte de tudo que você é hoje. E dedico esse texto para essas pessoas, que eu tenho certeza que sabem que são especiais assim para mim.

Um beijo e me aguardem! Dia 26 de maio eu volto à Vitória.

domingo, 20 de abril de 2008

A volta pra casa no feriado

É incrível a unanimidade das pessoas que moram sozinhas
ao descrever o ambiente familiar quando voltam pra casa, seja
num feriado apenas ou nas férias.
Primeiro, assim que cheguei minha mãe olhou pra minha roupa e disse:
"Jamili, você não teve tempo de tirar o uniforme e colocar uma roupa
decente?". Claro que como tinha acabado de chegar, tive toda paciência
do mundo e respondi num tom de voz muito agradável. "Não, mãe,
saí correndo do Darwin, almocei e vim pra Linhares".
Eu realmente sou uma pessoa que possui paciência até onde a educação
termina. E isso é motivo de briga constante entre mim e minha mãe.
Olhei o post da Déh ali embaixo e vi que nós, jovens, somos dotados
de uma falta de paciência incrível. Talvez isso seja fruto
do começo de uma formação de opinião definitiva. Dizem que a
adolescência transita entre o incerto e o definitivo. Por isso, meus
caros, somos mestres em contestar a idéia dos outros, numa prova
de que já somos capazes de escolher o que é melhor pra nós.
Outra coisa, minha mãe fez uma moqueca hoje e eu não gosto.
Vocês acreditam que ela ficou inconformada por eu não comer algo
que levou tanto tempo pra ser feito? Pô, lamento por ela que não
me fez uma, somente uma única pergunta "Dá pra comer moqueca no almoço?"
HAHAHAHAHHAHAHAH. E olha, fui obrigada a comer arroz e feijão pra
me punir desse "ato de teimosia".
E, por fim, é claro que fui chamada pra fazer alguma tarefa
aqui em casa logo no momento que eu parei pra resolver minha prova
de química do CELV. Super concentrada, fazendo altas regras de três
(shhhhhhhhhrr..) e quem me chama? Claro, minha mãe. "Filha, vem aqui
ligar pra não sei quem" Grrrrrrrrrrrrrrr. Vou ter 120 filhos pra
ficar fazendo os coitados revezarem nas tarefas. Respondi com minha
super rebeldia, claro, na hora. "Mãe, logo agora que eu parei pra
estudar?" E claro, ela respondeu o que eu mais odeio.. "Jamili,
você tem o dia todo pra fazer isso".
Acabo de fundar o CJI, clube dos Joves Injustiçados.

A volta pra casa no feriado (Parte II)

Comer, dormir, estudar (um pouco) e ver filme. Essas são as coisasque eu faço aqui em Linhares nos feriados. Grande cidade do interiordo Espírito Santo, famosa por suas 63 lagoas que até hoje eu só conheço umas cinco e pólo moveleiro do estado (descobri que algumasdas maiores indústrias de móveis faliram), encontramos uma diversidadede atividades pra lazer aqui. A primeira delas é a locadora. Meu Deus, o que seria dos linharensessem uma locadora nos fins de semana? Não posso imaginar. Vi "Lutero",filme indicado pelo Totinho, nosso professor de história geral.Quem gosta, tá indicado. O filme é muito bacana, retrata de maneiraquase leal os acontecimentos principais da época da reforma religiosa. Vi "Valente" também, último filme da Jodie Foster, que fala de uma mulher norte-americana, moradora de Nova York que resolvefazer vingança com as próprias mãos após o assassinato do namorado.E claro, a Jodie Foster sempre brilhante. Aproveitando minha sessão crítica de cinema, vi "Ponto de Vista".Esse é super bacana. Um filme com roteiro bem diferente, até hojenão me lembro de ter visto nada parecido. A tentativa de assassinatode um presidente vista de modo diferente por várias pessoas.
Um bom feriado pra todos vocês, leitores do nosso blog.

sábado, 19 de abril de 2008

Ao Enéas!

Sábado de feriado emendado, e eu aqui, no computador, fazendo análises de entrevistas para um trabalho de faculdade. O da vez é uma série de cinco vídeos no Youtube com entrevistas do Enéas Ferreira Carneiro, do PRONA. Sim, é aquele Enéas, que gritava "Meu nome é Enéas!!!!!" dando um murro na mesa e falava que queria trazer a bomba atômica para o Brasil.
Pois é, para todo mundo, inclusive pra mim até a pouco tempo atrás, ele não passava daquelas figuras de Horário Eleitoral Gratuito - já que a gente era "obrigado" a assistir aquilo entre o Jornal Nacional e a novela das oito (que, na verdade, é das nove), nada como rir com o tipo de gente que aparece por lá, fazendo de tudo para conseguir um voto: fazendo rima, usando roupas espalhafatosas, levando a família, cantando músicas, repetindo a mesma coisa mil vezes, sei lá. Dá pra dar altas risadas!
Então. Aí eu vi os vídeos da entrevista do Enéas na Rede Vida. E percebi o quanto a gente julga as pessoas sem saber o que elas realmente são, indo pelo senso-comum, pelo que a mídia mostra, e ponto final, verdade absoluta! O Enéas é um doido varrido, o pai e a madrasta da Isabelle que mataram (eu não agüento mais ouvir esse caso na TV) , todo carioca é marrento, quem escuta Los Hermanos usa roupas e acessórios de estampa xadrez. Que certeza a gente tem?
Descobri que o Enéas é um cara polido, educado e super-culto. Médico, matemático e físico, passou em primeiro lugar em quase todos os concursos públicos que prestou. Nos cinco vídeos de entrevista fala com convicção e certeza de assuntos recorrentes - e não coisas mirabolantes, a là Jânio Quadros, como a maioria espera. Fala de educação, economia, segurança, critica o governo Lula - "Vossa Excelência só sabe falar do Corinthians", ele solta. Cita números, usa argumentos coerentes. Às vezes se exalta, fala mais alto, mas não perde a elegância, não é nada comparado ao horário eleitoral, do qual só tinha 15 segundos para apresentar sua proposta e, por isso, inventou o bordão.
Ele deu entrevista como Deputado Federal e presidente do PRONA, partido que fundou. Como presidente, sua votação sempre foi proporcionalmente pífia, mas como deputado federal, recebeu nada mais, nada menos que 1 milhão e meio de votos, a maior votação da história! Na época já estava sem a barba caracterizante, por conta da leucemia, que depois o matou.
No dia 6 de maio de 2007, saíram várias notas de jornal, várias reportagens em todos os canais noticiando sua morte e repassando o programa eleitoral onde gritava fervorosamente: "Meu nome é ENÉAS!!". Porque, no fundo, foi por isso que ele foi lembrado.

Bom, eu não vim aqui pra discutir política. Quem me conhece sabe que eu meio que "cago e ando" para esses assuntos, não tenho a menor paciência de discuti-los e não sou muito ativista nesse aspecto. Mas não venho aqui falar da corrupção do país, da "palhaçada" que às vezes o horário eleitoral se transforma, dos erros gramaticais do presidente, das falcatruas descobertas a cada dia, dos idiotas que torram o nosso dinheiro em viagens. Eu simplesmente, depois disso, parei para pensar. Como é que a gente pode ter uma opinião formada sobre algo com referências tão chulas? Como o Brasil inteiro pôde formar a imagem de um político com apenas 15 segundos de horário eleitoral? Como é que podemos julgar as pessoas só pelo pouco que vemos? A gente não conhece, a gente não sabe, a gente não vê. Mas sempre tem aquela prepotência de que sabe tudo.
Quase um ano depois de sua morte, descobri que não foi um cara barbudo e escandaloso que morreu, mas sim um cara esperto, estudado, entendido em assuntos políticos, que, de certa forma, soube usar seu escasso tempo na televisão para entrar na história e ficar no imaginário do brasileiro para sempre, pois poderia ter passado em branco como muitos outros. Tudo bem que talvez ele tenha umas idéias muito loucas para o meu gosto, mas não sei. Ele me pareceu mais coerente e honesto do que muito político por aí.

*

CLIQUE AQUI para ver os vídeos de Entrevista do Enéas no programa Sábado Especial, da Rede Vida.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

O canarinho cantou e levou a minha dor.

Eu queria escrever um texto que despertasse as pessoas. Fosse um sentimento, uma idéia ou até indignação. Pensei nessas últimas duas semanas que se passaram, mas nada. Não sei se é a rotina que me deixou menos criativa, ou se foi a preguiça. Talvez as duas, talvez não. Essas duas semanas foram estressantes e cansativas. Cheguei atrasada no trabalho pela primeira vez, tive insônia, acordei cedo e à noite, tive insônia de novo. Fiquei cheia de dúvidas sobre a minha vida, mas fiquei tranquila novamente. A tristeza veio, mas depois cantou o canarinho e levou a minha dor (trecho adaptado da música da Marisa Monte). Briguei com a minha mãe. Briguei com a minha irmã. Fiz as pazes com a minha mãe, e também com a minha irmã. Saí com duas amigas, que é incrível como a gente se conhece tanto. Gargalhei, bebi, comi, desabafei com elas. É impessionante como os melhores momentos da vida acontecem em situações simples. Não precisa ser uma viajem, ou algum momento de pura adrenalina. Pode ser ali, na varanda, com pessoas divertidas de se estar. E como é bom viver. Eu acho que na verdade o que eu queria dizer era isso. Que apesar de todo stress, de todo cansaço e sono, dos problemas familiares e dos problemas do mundo, mesmo assim é bom viver essa vida.

domingo, 13 de abril de 2008

Uma canção é pra isso

Domingo, o dia da letargia total, o dia do faustão, da música do fantástico, da incerteza de ondevocê vai almoçar, do que você vai fazer depois do almoço e tudo mais. Bom, eu, como escrava do saber,maneira como se referem os professores aos vestibulandos de medicina, devo-lhe confessar que eu tive que estudar hoje. Gente! Muito maneiro. O darwin criou um esquema de questõesonline com respostas gravadas pelos professores. Eu não conseguia parar de rir quando ouvia a voz do professordeelétrica dizendo: "letra E de "especial".
Mas, o que realmente me levou a escrever algo pro blog foi uma canção do skank chamada "Uma canção é pra Isso". Conheci a música pela Thamara e um dia o meu ex-professor de gramática e hoje, amigo, Roberto "Betão" Gava comentou ou passou essa música em sala. Não foi à toa, a música é metalingüística, ou seja, fala sobrea própria música. E a agente tava estudando algo do tipo. Achei fascintante. A música fala: "Uma canção é praacender o sol no coração da pessoa. Pra fazer brilhar como um farol o som depois que ressoa". Ô gente, presta atenção, tem alguma coisa mais gostosa do que ouvir uma música qualquer quando você nãotá fazendo nada e se encantar pela melodia dela? Não, não tem. Você fica completamente entretido(a). Não importaqual seja seu gosto musical, se você é doido, ouve metal \m/ e sabe apreciar solos de guitarra ou se vocêsimplesmente só ouve sertanejo, música que certamente fala da mulher amada que foi embora mas mantém presenteo regionalismo do nosso país nada grande.
Olha, sobrou uma opção, você pode gostar de tudo, como eu, melhor, quase tudo, mas que nesse universoalgo toque seu coração, desperte um bom sentimento, uma alegria ou uma mera lembrança. Acho que essefoi o objetivo da música do Skank, afinal "uma canção é pra trazer calor, deixar a vida mais quente, pra puxaro fio da paixão, no labirinto da gente"
Um grande beijo

sábado, 12 de abril de 2008

o Zé se ferrou !

Olá galera,

Aí vai um texto do psiquiatra Jairo Bouer


O Zé tem entre 25 e 35 anos, não é feio nem bonito, não é rico nem pobre, não é infeliz, mas tem lá suas dúvidas existenciais. O Zé poderia ser eu, poderia ser você, leitor, ou poderia ser, preste atenção leitora, seu namorado, candidato a companheiro ou até mesmo seu atual marido.
O Zé veio de uma vila, família numerosa, pais religiosos, educação sólida. O Zé fez faculdade na cidade grande, ganha algum dinheiro, mas não tanto quanto gostaria. Já tomou algumas rasteiras na vida, principalmente por causa das mulheres, que reclamam do seu jeito muito "tradicional" de ser.
O Zé tomou uma decisão: nas próximas semanas vai se vigiar, prestar mais atenção no mundo, ler tudo que for manual de auto-ajuda para tentar se tornar um homem moderno. Assim, quem sabe, consegue finalmente cativar o coração de uma mulher.
Estão lançados os doze desafios do Zé!
Primeiro desafio: o machismo
Zé nas alturas
Zé, que não é bobo nem nada, já aprendeu que tem que deixar as mulheres, de vez em quando, lógico, dirigirem seus próprios carros. Tirando as que odeiam guiar (e que, hoje em dia, não são muitas), não é de bom tom, quando elas passam em sua casa, perguntar se elas querem que você dirija, ou pior ainda, na hora da manobra (sempre o momento mais tenso da jornada, mesmo que a vaga seja a 45 graus) dizer: "querida, quer que eu estacione para você?". Não faça isso nunca! Essa lição o Zé já sabe de cor e salteado.
Mas não é bem disso que se trata o primeiro desafio. Outro dia Zé precisou viajar de avião, a trabalho, para o Nordeste. Isso acontecia quase toda semana. Já era noite, no movimentado aeroporto de São Paulo, quando ele alcançou a porta da aeronave. Como de costume, piloto e aeromoça estavam impecáveis em seus trajes azuis e vermelhos recebendo os passageiros. Uma olhada mais cuidadosa revelou um detalhe importante: o piloto tinha rabo de cavalo. Mais um minuto de observação mostrou que o piloto era, na verdade, uma pilota (será que é assim que se fala?)
Zé tentou se acalmar pensando "deve ser apenas a co-pilota" e buscou, tranquilamente, seu assento. Quando o avião taxeou, veio a tão temida confirmação: "Boa noite senhores passageiros, esse é o vôo 3131, com destino a Salvador a cargo da comandante Maria". Zé, que viaja de avião como quem caminha na praia, sentiu uma tensão que não conhecia. As mãos geladas, o suor na testa, os dedos inquietos. Será que é hoje que acaba tudo?
O avião demorou mais de meia hora para conseguir chegar à cabeceira da pista. E Zé não conseguir deixar de pensar que, se fosse um piloto, a essas alturas, eles já estariam sobrevoando o Atlântico.Com exceção de algumas turbulências, o vôo transcorreu na mais absoluta paz até seu destino final. A tensão foi passando e ele pode pensar melhor em como seu machismo estava arraigado até seu último fio de cabelo. Na hora do aperto, ele dava sinais claros de que vai bem, saudável e robusto!
Na hora do pouso, efetuado com maestria pela comandante Maria, Zé não conseguiu evitar que um pequeno sorriso escapasse pelo canto da sua boca. O suficiente para que um vizinho de banco, também deixasse claro o que estava pensando: "para uma mulher, até que ela pousou direitinho, né?"Bingo! Zé não estava sozinho! Isso aliviava parcialmente sua culpa!
Na hora de sair do avião, ele não pode afirmar com certeza, mas pela porta aberta da cabine, acha que viu a pilota passando um batonzinho vermelho. Bom, mulher perfeita nasce homem, não é mesmo?

Zé e seu machismo têm ainda um bom caminho a percorrer.

SAUDADES...

De sair da academia (ou simplesmente matá-la), atravessar a praça do Carone e passar na casa de Jamili pra fofocar; de assistir filme na casa da Débora nas tardes ociosas, comendo porcarias e bebendo Coca-Cola; de jogar sinuca depois de provas e simulados estressantes; de tomar sorvete na Kiabai nos dias de promoção; de não ter simplesmente o que fazer numa sexta à noite e ir pro Triângulo, ver as mesmas pessoas de sempre, não ter onde sentar e acabar num lugar mais sussa conversando; de passar na FLASH VÍDEO e ficar meia hora indecisa em que filme levar; de fazer brigadeeeiro pra comer; da "concentração" lá em casa antes de sair; das fotos nonsense; das ligações DO NADA da Débora lá pra casa, das ligações para contar PÉROLAS da Jamili; das sessões de cinema (adoooro!); de bater perna no Shopping Vitória até cansar, sentando na praça de alimentação e reparando nas figuras que passam; de filosofar sobre a vida, falar besteira, ou os dois juntos; das brincadeiras de mesa de bar; do Açaí (que eu não gosto), do cachorro quente, dos churrasquinhos; até mesmo dos recreios darwinianos, com as figuras mais figuras do mundo reparando nas bundas alheias.

Pois é, pensa que eu não sinto saudades? Eu sinto...
E não convido, imponho: VENHAM ME VISITAR o mais rápido possível. Aí a gente não vai pros rocks, mas pras baladas, porque aqui é Sampa, tá ligado, mano brow?

Bjs!

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Pensamento da siesta - "A USPÊ."

Bem, como eu tava meio sumida do blog com posts mais "consistentes" (não por falta de vontade, mas falta de criatividade mesmo...), hoje eu escrevi uma "coisa" (sei lá o que é, auhauhuha) sobre a USP, minha querida faculdade. Foi bem depois do bandejão, quando aquela comida toda caiu no estômago de tal forma que a preguiça fez com que eu me deitasse em um banquinho.



"Tenho 45 minutos entre bandejar/resolver coisas (como a emocionante tarefa de pagar contas) e o estágio. O que fazer? Por via das dúvidas, estendi minha canga - sim, eu carrego uma canga na mochila, junto com o guarda-chuva, o casaco e o lanchinho do dia. Tudo vem sendo bem útil.
Enfim, estou num banco verde (porque é cheio de musgo, quase uma cerca-viva) embaixo de uma árvore, numa sombrinha maravilhosa e um cheiro de terra molhada, como sabiamente já disse Sandy e Júnior. Até barulho de cigarra tem! Me sentiria no meio do mato se não fosse os Correios que ficam bem em frente. Mas tudo bem. A USP é mágica, um universo paralelo.

Onde mais você passaria sete e meia da manhã e veria um cara estacionando o carro para afinar o violino? Ou então 24571 cachorros num raio de 30m (sendo que todos são bem gordinhos até)? Qual a probabilidade de você estar a caminhar para almoçar (por R$ 1,90, vale frisar. Depois disso, tudo parece um absurdo de caro) e se deparar com uma bateria estilo escola de samba ensaiando? Sem contar a Praça do Relógio, que tem um bioma próprio - além do mais, seus jardineiros fazem drifting (manobras) com os cortadores de grama. Sensacional.

É... Você senta no ponto de ônibus do circular (busão de graça, veja só!) e ouve alguém falando outra língua - um espanhol inintendível, francês, ou, sei lá, javanês. No meio da selva de pedra, da cidade da garoa, engarrafamentos quilométricos e inversão térmica, uma ilha de verde, toda arborizada, do tamanho de Jardim da Penha e com a área verde maior que a do Parque do Ibirapuera.

Carros de universitários, professores, funcionários, e até mesmo gente que só corta caminho pela USP dividem espaço com ciclistas que, em bando, pedalam cheios de equipamentos moderníssimos. Na escola de Arquitetura e Urbanismo (FAU), aula em espaço aberto de desenho artístico - "O nu". Entende-se duas mulheres peladonas estáticas enquanto a galera desenha (eu fui nessa aula!!).

Ir para casa com alguém com um violoncelo a tiracolo no busão; gente usando as mais variadas (e inusitadas) combinações de roupas; patricinhas e mundrungos convivendo harmoniosamente na fila pra pegar a laranjada do bandejão; a maior quantidade de All Stars e orientais que você já viu; um doido que fala que vem de outro planeta e tem um império pra cuidar na vivência da ECA. E, além de tudo, padaria, farmácia, papelaria, residência universitária, milhares de xerox's e restaurantes, clube, etc.

Só tenho a reclamar de uma coisa: o circular demora séculos a passar quando eu mais preciso! E pára de passar depois das onze e pouco da noite. Além de muuuitos fumantes, que deixam meu cabelo impregnado. Mas faz parte.

Fora isso, orgulho de ser USPiana."


É isso aí galéééra, meu textículo tá aí.

Beijo pra todo mundo!

terça-feira, 8 de abril de 2008

cadê o amor?

Ei galera,
Bom, meu texto hoje é pra tentar esclarecer algumas coisinhas aí que estão acontecendo no centário nacional.Essas coisas estão ligadas ao caso da garotinha Isabelle, que foi jogada do prédio esses dias atrás. Foi confirmadopela perícia que a garota não apenas caiu do sexto andar do prédio mas foi torturada e asfixiada.Aí vem a pergunta: Como alguém de carne, osso, dois olhos, um nariz e uma boca pôde ter feito algo tão horrível?
Olha só. Primeiramente, o assassinato de crianças não é uma coisa muito incomum. Veja a diferença da reaçãode uma pessoa quando você comenta que mil crianças morreram no Iraque porque uma granada explodiu e uma meninafoi torturada até a morte por um sequestrador. Crianças morreram de qualquer forma mas no segundocaso, o assassinato é considerado mais brutal pela sociedade.
E outra, a Época dessa semana traz uma entrevista com um psquiatra que, se eu não me engano, diz que uma pessoa aparentemente normal pra sociedade pode cometer, em um ímpeto de euforia, crimes como assassinatoou outro tipo de violência. Além disso, não se pode descartar a posibilidade de uma psicopatia por partedo assassino(a) dessa criança.
Há algum tempo, uma garotinha inglesa, Madeleine MacCan, desapareceu de um quarto de hotel em Portugal e aindanão há pistas concretas do paradeiro da menina. Os pais são suspeitos do crime assim como no caso Isabelle,aqui no Brasil.
E mais um caso. A Veja de uns dias atrás traz uma reportagem sobre a mulher de Goiânia, casada e com filhos,que torturava meninas de classe inferior sem ao menos tentar justificar nenhum motivo aparente. Melhor, a justificativa era que a criminosa achava que isso não era um tipo de tortura. Vê se pode! As meninasque prestaram depoimentos alegaram tipos de tortura que eu nem vou citar aqui.
Pois então, basta saber de onde vem tanta maldade no coração de certos humanos.
It's time of a love revolution!

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Download de Filmes

Pras pessoas que adoram baixar filmes na net, assim como eu, aí vai a sugestão

http://cinema-na-sua-casa21.blogspot.com/

Esse é um site que você vai encontrar muito filme legal e num formato menor..

divirtam-se

sábado, 5 de abril de 2008

Ó eu aí!

Um comercial de energia elétrica IRADO que eu vi ontem... Juro que eu me enxerguei nele! Será que tenho razão?! Vejam aí e comentem!

http://www.youtube.com/watch?v=kpYz7IPFYcU&feature=related

Hasta luego!

Sessão Merchandising

Apesar de que eu tive zilhões e zilhões de aulas falando qeu merchandising não é bem isso que todo mundo pensa, que é um conceito mais amplo e bla bla bla, e que o nome disso é outra coisa, vou chamar de merchã mesmo porque esse é o nome do povo.
Enfim, como eu ando meio sem criatividade ultimamente (o estágio vem chupando o pouco que me restava), resolvi anunciar o blog do meu admirado primo Samuel Jr., mas conhecido como Junin, ou Gú (de Gurila). Tenha os pensamentos dele como os meus, porque a gnete tem várias sessões de transmimento de pensação. Ele é sen-sa-cio-nal. É de sangue, essa admirável família Silva.


Nau à deriva - por Junin
http://www.amaoboba.blogspot.com/


É isso aí, galera. Bom final-de-semana pra todo mundo!

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Gente, a Rita Lee é muito maluca. Hoje tava vendo a letra da música
dos Mutantes chamada "Panis et circenses". Conheci a banda, na verdade,
o ano passado nas aulas de literatura do nosso grande professor e amigo Luís.
A música diz o seguinte: "Eu quis cantar minha canção iluminada de sol. Soltei
os panos sobre os mastros no ar. Soltei os tigres e os leões nos quintais. Mas as pessoas da sala de jantar são ocupadas em nascer e morrer."Que povo mais rebelde!HAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAH.
Descobri num blog desses aí da vida que o título da música faz uma relação com a política do pão e circo do povo romano. E, como eu to ficando especialista em história esse ano (vou até comprar o livro do claudinho vicentino hahaha, brincadeirinha), posso explica pra vocês. Acredito que quando ela fala que as pessoas na sala de jantar só tão ocupadas em nascer e morrer, ela faz
menção à paralisação intelectual. Isso em todos os sentidos, as pessoas
contemporâneas criam tantos objetivos e esquecem do melhor, ser feliz.



Ah, não posso deixar de aproveitar o momento e postar
o poema mais legal do Drummond, chamado "E agora, josé" (trechos)

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

quarta-feira, 2 de abril de 2008

E Novamente...

...Eu queria muito ter um filme pra comentar, um texto irado pra postar, um pensamento bacana, como as minhas amigas bem fazem. Mas é porque eu não sei o que postar mesmo, por isso eu tô meio sumida. E confesso que tô me estranhando, até porque eu costumo ter alguns pensamentos divagatórios ao cair da noite (Cidão no MSN que o diga)... Mas enfim!
Ultimamente nem tenho parado direito em casa por causa da faculdade e do estagiozinho que eu arrumei - vou fazer o cartaz OFICIAL dos Jogos Universitários de Comunicação e Artes (JUCA)! É o EVENTO DO ANO prá nóis :p Mó responsa... Vai pra todas as faculdades, desde a gente, da ECA-USP, até Mackenzie (como a gente é bem doutrinado por aqui, CHUPA MACKENZIE!), Metodista, Cásper Libero, etecétera e tal. Vou aprender a mexer em alguns programas de produção gráfica, e isso é no mínimo interessante.
Além do mais eu tô penando pra tentar aprender a levada do sambão na Bateria lá da ECA (que, por acaso, é a BaterECA). É que eu tô aprendendo a tocar tamborim... Muita calma nessa hora! Aos trancos e barrancos lá vou eu, e eu chego lá.
Bom, pra esse ano eu espero começar o curso de acordeon (fiz a aula experimental e simplesmente me apaixonei), pegar umas matérias optativas de Desenho e tirar carteira de habilitação. Além de não ser barrada no Festival de Forró de Itaúnas (vamo, einh?)
Mas é isso aí. E queria mandar beijo pra todo mundo, que eu tô com saudade. E pra Sasha e pra Xuxa também.
Inté!

segunda-feira, 31 de março de 2008

O post de hoje é dedicado ao amigo Laio (logo vocês saberão o porquê).


Por Jamili Zanon Bonicenha

“ESSES JOVENS REBELDES”

Essa é uma frase que eu e todos os jovens do mundo sempre ouvimos das nossas mães. Imaginem se a Amy Winehouse fosse filha da minha mãe. Coitada (da minha mãe, lógico), acha que eu dou trabalho. Aquele trabalho de voltar ao anoitecer do shopping ou se preocupar quando eu pego um táxi após sair com as amigas ou com o namorado.
Depois de matutar sobre a possibilidade da Amy Winehouse ser filha da minha mãe e claro, rir muito com isso, fui procurar informações sobre essa louquinha que fez sucesso no mundo todo com sua música chamada “Rehab”.
Ouvi “Rehab” pela primeira vez na casa do Laio, que me apresentou o trabalho dessa cantora britânica. Primeiramente, sem saber o conteúdo da música, comecei a rir porque eu achei o ritmo engraçadinho. Uma mistura de soul, jazz e música contemporânea numa voz rebelde. Cara! Até a voz da mulher é rebelde.
Então, ele me falou: “Mili, agora vou te mostrar a tradução da música”. Rehab = reabilitação. Ó Jesus, como alguém em sã consciência faz uma letra dessas e pior, autobiográfica. O refrão da música diz “eles me tentaram levar pra reabilitação, mas eu disse não, não, não”. Sério mesmo que assim que eu for pra Linhares, vou levar essa música pra minha mãe dar uma olhadinha e quem sabe ela pára de me chamar de rebelde.
Por fim, achei fascinante a idéia de poder expor seus problemas por meio da música (e que problemas, em minha filha!) e proporcionar à galera um som mito agradável e inovador. Afinal, chega de Britney e companhia! Um brinde às novas músicas!

Caderno de Memórias

Buscando os sonhos
encarando os desafios
abrindo a cabeça
relembrando as histórias
fazendo da vida
um caderno de memórias

_parei pra ler o que estava escrito na minha blusa e é isso que está, achei super legal.

sábado, 29 de março de 2008

HOLLYWOOD CONTRA FINAIS FELIZES

É isso aí. A academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos não quer mais finais felizes nos seus filmes. Ontem, sexta-feira, fui ao cinema ver “Sangue Negro”, filme que recebeu 8 indicações ao Oscar 2008. Afinal, o que teria de bom num filme cuja capa tem um homem quarentão de bigodes estilo “senhor feudal”?
Assim que chegamos, minha prima disse olhando pra mim “Esse é o filme que a gente vai ver?”. Caramba, fiquei constrangida logo no começo da sessão. Também tava pensando o mesmo que ela, algo do tipo “Nossa, vai ser uma monotonia só”. Pior, levei mais outras duas amigas além dela. Diversão na certa.
Pois bem, além das 8 indicações, o ator Daniel Day-Lewis (o mesmo do sinistro “Meu pé esquerdo”) ganhou o Oscar e o Globo de Ouro por causa de sua atuação nesse filme. Que monstrengo! O cara é fabuloso. Ele consegue simplesmente carregar nas costas mais de duas horas de filme, ele fala, age, grita, tudo sozinho. Acho que eu não conseguiria fazer isso por cinco minutos, imagina por duas horas? Daniel Day Lewis encarna, literalmente, o doidinho Plainview, um empresário do ramo petrolífero.
Então, galera, aí vai minha dica. O filme é meio estranho mas passa uma mensagem anti-solidão muito legal. E voltando ao título, não tem final feliz. Se você não gosta desse tipo de filme, não vá ao cinema. Além desse, acompanha no mesmo estilo “Onde os fracos não têm vez”, o vencedor do Oscar de melhor filme. Parece que o tal do final feliz já era.

ENTREVISTA DE DAY-LEWIS À REVISTA ÉPOCA (trechos)

ÉPOCA - O personagem de Sangue Negro, assim como os de O Último dos Moicanos, A Era da Inocência e Gangues de Nova York lida com a psiquê americana em seu estado mais primitivo. Por que você se sente atraído por papéis assim?
Day-Lewis - Procuro não examinar meus personagens diretamente, acreditando que fiz escolhas inconscientes. Mas uma parte de mim sempre fica intrigada por personagens assim, talvez por eu ser um outsider da cultura americana.

ÉPOCA - Você é conhecido como um ator metódico. Há algum tipo de informação externa, seja ela um livro, um quadro, uma frase famosa, um maneirismo qualquer, que o ajuda a compor um personagem?
Day-Lewis - Não. Um personagem para mim precisa apresentar-se sempre em sua inteiridade. Naturalmente que às vezes é necessário conquistar certas habilidades para poder interpretá-lo, mas jamais desmembro partes do personagem para depois costurá-las. Não consigo trabalhar assim. Tento permanecer inconsciente durante todo o período de desenvolvimento de um personagem.

ÉPOCA - Nos últimos 15 anos, você fez apenas seis filmes, o que ajudou a fomentar essa aura de misterioso, difícil e perfeccionista que hoje o acompanha. O que você tem a dizer sobre isso?
Day-Lewis - Na verdade, atuar é uma coisa muito fácil e prazerosa para mim. E minha decisão de fazer um filme é sempre muito rápida. Basta eu ler um roteiro e notar uma tentação irresistível. A fama de ator-relutante que me acompanha tem a ver com a simples questão que tento responder a mim mesmo ao pensar num novo trabalho: será que estou preparado por entregar-me de corpo e alma e emprestar três anos de minha vida, o que é um grande naco de existência humana, a um personagem? Assim que essa pergunta é respondida de um modo positivo, a sensação passa a ser prazerosa. Sempre.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Get up, stand up for your rights!

Hoje não tive que trabalhar, não teve nenhuma aula de reposição ou substituição de algum professor. Nada melhor então do que alugar filmes para assistir em uma tarde de sexta-feira, né Thamara? Mas como você não está mais aqui para me fazer companhia, assisti sozinha mesmo. Aluguei dois filmes, "Leões e Cordeiros" e "Paris, eu te amo". O segundo eu ainda não assisti, já o primeiro chega até ser interessante, nos faz refletir e pensar sobre o que estamos fazendo a favor do nosso país. Não vou escrever um post falando sobre o filme ou do que ele trata, mas algo que me chamou a atenção foi a atuação da Meryl Streep como uma jornalista no filme. Cara, o desabafo que ela dá na redação onde trabalha - depois de ter entrevistado o Senador (Tom Cruise) - é sensacional. Ela mostra toda a sua indignação e sua impotência quanto ao que está sendo feito em seu próprio país. Como jornalista ela tem conhecimento do que está se passando e não pode fazer nada em meio ao poder do governo, chegando a ser frustrante.

A atuação do diretor/ator Robert Redford também é interessante, ele faz o papel de um professor que tenta colocar um espírito crítico e uma sensibilidade em um aluno que ele acredita que tem potencial. Ele fala que a maioria dos soldados hoje em combate vieram de zonas periféricas, onde o Estado os havia abandonado. Mas o engraçado era que mesmo assim eles sentiam um desejo de lutar pelo país, o mesmo país que um dia virou as costas para eles. E como um jovem que teve tudo, a melhor educação, melhores moradias, onde o Estado fazia tudo por ele, não tem coragem de se levantar e ir defendê-lo? É muito cômodo pra mim também estar escrevendo no meu laptop sobre querer mudanças. Mas quem sabe um dia eu ainda me levanto.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Olá meus caros mancebos.

Aqui vai um texto que eu fiz hoje lá pra escola e acho que vou tirar um zero com a seguinte justificativa: “julgamento de valor” haiuheiuhaiuheiuhaiueh

POR JAMILI ZANON BONICENHA.

PROPOSTA: O projeto de Lei da senadora Benedita da Silva qualifica como crime o assédio sexual.
Sua tarefa é redigir uma carta argumentativa que convença seu interlocutor de que ele está equivocado quanto às idéias expressas no depoimento dele.

Alexandre Moreira Souza – Engenheiro

Aos 34 anos, penso que não é possível tratar uma legislação fora do contexto social em que será aplicada. A cultura brasileira tem na imagem do “amante latino”, daquele que vê na conquista a prova da sua masculinidade, um traço característico. Como dissociar “sensualidade” e tudo o que gira em torno dela de um padrão de comportamento que já está incorporado às relações entre homens e mulheres brasileiros? Aqui a conotação de desrespeito se perde diante da tolerância com que as mulheres sempre reagiram a cantadas e paqueras, o que, na verdade, já faz parte do comportamento que se espera dos homens. Com essa base cultural, fica muito difícil distinguir “paquera”, “cantada” e “assédio”. Para situações mais violentas, os crimes de estupro e atentado violento ao pudor já estão previstos por lei. Por isso, considerar o que se chama de “assédio sexual” como crime é uma violência contra a própria cultura do país.
(Extraído da do jornal O Norte)


Vitória, 27 de março de 2008.
Prezado Alexandre Souza,

Espanta-me que em pleno século XXI, uma pessoa com formação superior, como você, possa justificar o assédio sexual levando em conta a sensualidade da mulher latina. Lamento lhe dizer, mas essa é uma opinião fundamentada em costumes machistas. Seu depoimento no jornal “O Norte”, Alexandre, acabou sendo baseado em um parecer de caráter moralista.
Primeiramente, senhor, a nossa lei de proteção às mulheres, criada pela senadora Benedita da Silva, visa principalmente acabar com a manipulação de quem tem um certo poder hierárquico, como professores e chefes de empresas, sobre mulheres que não conseguem ascender profissionalmente se não cederem aos caprichos levianos de seus mentores.
Ainda lhe digo que esses casos não se tratam de simples “paqueras” e “cantadas”, dessas que a gente ouve na calçada ou no ônibus. São situações graves e de difícil comprovação judicial. Podem arruinar a carreira de uma profissional se a mulher não for orientada corretamente para obter provas do suposto crime.
Além disso, Alexandre, sou obrigada a admitir que algumas (atenção! Algumas) mulheres usam o charme latino para provocar os homens. Porém, tratando-se de assédio sexual, você não pode considerar uma opinião dessas, ou seja, generalizada. Como ficam as mulheres que são incomodadas por homens indiscretos sem sequer ter nenhuma malícia?
Portanto, espero que o senhor reveja suas opiniões acerca da mulher brasileira e suas dificuldades perante à tradição patriarcal, principalmente as que buscam igualdade no meio sócio-profissional, uma vez que não vem sendo fácil igualar a mulher ao homem numa sociedade em que há pouco tempo seres do sexo feminino só serviam para procriar.

Atenciosamente,

PS: Depois eu conto pra vocês a minha nota UHEAUIEIHAUIEHIUHAEUI
PS2: Críticas são bem-vindas

Obrigado, Papa!

Às vezes é até bom ter nascido em um país católico, porque eu nunca vi tanto feriado por causa de Santos. Por falar em Santo, mais um ganha a sua devida importância na sociedade e torna o nosso dia em um dia "livre". Adivinha por que eu to falando isso? Segunda-feira é feriado! Provavelmente por causa de alguma Maria.... Amém! Porque eu mereço uma folga dessas crianças magavilhosas.

Obs.: Não estou aqui criticando a Igreja Católica, ainda mais porque eu também sou cristã. Apenas estou sendo irônica com mais um feriado existente no calendário brasileiro.

quarta-feira, 26 de março de 2008

"Estou sem ter o que fazer na internet, e agora?"

Bom, querido amigo desocupado! Pra começar, dar uma lida nesse blog - afinal, nessas horas podemos ser quase como um serviço de utilidade pública - e comentar seria uma boa pra ambas as partes. Mas se você só tiver a fim de assistir alguma coisa rápida e bacana, aí vai:

http://www.dothetest.co.uk/

É um teste de atenção, o objetivo é você contar quantos passes o equipe de branco dá ao jogar um pouco de basquete. O resultado é muuuito legal! Aliás, isso é uma propaganda (que coisa não?) do Ministério de Transportes de Londres.

Inté!
Eu, ao som de Beatriz (Ana Carolina)

terça-feira, 25 de março de 2008

Olá galera,

Aí vai uma crônica do colunista do "Estadão", Mário Prata.

CRÔNICA DA LOUCURA

O melhor da Terapia é ficar observando os meus colegas loucos.
Existem dois tipos de loucos. O louco propriamente dito e o que cuida do louco: o analista, o terapeuta, o psicólogo e o psiquiatra. Sim, somente um louco pode se dispor a ouvir a loucura de seis ou sete outros loucos todos os dias, meses, anos. Se não era louco, ficou. Durante quarenta anos, passei longe deles. Pronto, acabei diante de um louco, contando as minhas loucuras acumuladas. Confesso, como louco confesso, que estou adorando estar louco semanal.
O melhor da terapia é chegar antes, algumas minutos e ficar observando os meus colegas loucos na sala de espera. Onde faço a minha terapia é uma casa grande com oito loucos analistas. Portanto, a sala de espera sempre tem três ou quatro ali, ansiosos, pensando na loucura que vão dizer dali a pouco. Ninguém olha para ninguém. O silencio é uma loucura. E eu, como escritor, adoro observar pessoas, imaginar os nomes, a profissão, quantos filhos têm, se rotarianos ou leoninos, corintianos ou palmeirenses.
Acho que todo escritor gosta desse brinquedo, no mínimo, criativo.
E a sala de espera de um “consultório médico”, como diz a atendente absolutamente normal (apenas uma pessoa normal lê tanto Paulo Coelho como ela), é um prato cheio para um louco escritor como eu. Senão, vejamos:
Na última quarta-feira, estávamos eu, um crioulinho muito bem vestido, um senhor de uns cinqüenta anos e uma velha gorda. Comecei, é claro, imediatamente a imaginar qual seria o problema de cada um deles?Não foi difícil, porque eu já partia do principio que todos eram loucos, como eu. Senão, não estariam ali, tão cabisbaixos e ensimesmados.O pretinho, por exemplo. Claro que a cor, num país racista como o nosso, deve ter contribuído muito para levá-lo até aquela poltrona de vime. Deve gostar de uma branca, e os pais dela não aprovam o casamento, pensei. Ou era que não conseguiu entrar como sócio do “Harmonia do Samba”? Notei que o tênis estava um pouco velho. Problema de ascensão social, com certeza. O olhar dele era triste, cansado. Comecei a ficar com pena dele. Depois notei que ele trazia uma mala. Podia ser o corpo da namorada esquartejada lá dentro. Talvez apenas a cabeça. Devia ser um assassino, ou suicida, no mínimo. Podia ter também uma arma lá dentro. Podia ser perigoso.Afastei-me um pouco dele no sofá. Ele dava olhadas furtivas para dentro da mala assassina.E o senhor de terno preto, gravata, meias e sapatos também pretos? Como le estava sofrendo, coitado. Ele disfarçava, mas notei que tinha um pequeno tique no olho esquerdo. Corno, na certa. E manso. Corno manso sempre tem tiques. Já notaram? Observo as mãos. Roía as unhas. Insegurança total, medo de viver. Filho drogado? Bem provável. Como era infeliz esse meu personagem. Uma hora tirou o lenço e eu já estava esperando as lágrimas quando ele assoou o nariz violentamente, interrompendo o Paulo Coelho da outra. Faltava um botão na camisa. Claro, abandonado pela esposa. Devia morar num flat, pagar caro, devia ter dívidas astronômicas. Homossexual?Acho que não. Ninguém beijaria um homem com um bigode daqueles. Tingido.Mas a melhor, a mais doida, era a louca gorda e baixinha. Que bunda imensa. Como sofria, meu Deus. Bastava olhar no rosto dela. Não devia fazer amor há mais de trinta anos. Será que se masturbaria? Será que era esse o problema dela? Uma velha masturbadora? Não! Tirou um terço da bolsa e começou a rezar. Meu Deus, o caso é mais grave do que eu pensava. Estava no quinto cigarro em dez minutos. Tensa. Coitada. O que deve ser dos filhos dela? Acho que os filhos não comem a macarronada dela há dezenas e dezenas de domingos. Tinha cara também de quem mentia para o analista. Minha mãe rezaria uma Salve-Rainha por ela, se a conhecesse.Acabou o meu tempo. Tenho que ir conversar com o meu psicanalista.Conto para ele a minha “viagem” na sala de espera. Ele ri, ri muito, o meu psicanalista.:
“- O Ditinho é o nosso office-boy. O de terno preto é representante de um laboratório multinacional de remédios lá no Ipiranga e passa aqui uma vez por mês com as novidades. E a gordinha é a Dona Dirce, a gordinha é a minha mãe.
E você não vai ter alta tão cedo

domingo, 23 de março de 2008

Post da páscoa

O dia dos ovos de páscoa

Domingo, 23 de março de 2008. Estou na casa da vovó, comendo ovo de páscoa(nossa, arrumaram um ovo estilo trufa com recheio de chocolate magnífico) e assistindo tv.Quer coisa melhor? O bom é que ainda não saiu briga por aqui. Geralmente as brigas saem logo depois do almoço quando todos já estão com os neurônios entupidos de ch3cooh. Agora é esperar pra ver quem vai dar o primeiro passo.
Aqui as coisas funcionam como as tradicionais famílias do século XIX e XX. Todosdevem ir à missa de páscoa, almoçar e nada de fanfarrear muito. Fui imensamentecriticada por ter ido ao cinema na sexta-feira santa. COmo se eu fosse ofender JesusCristo por ter ido assistir a um filme. Ei, calma nessa hora se voce for um cristão fervoroso, não quero criticar nenhum dogma da igreja católica(pode mentir na páscoa?).
Bom, to ironizando tudo isso aí mas o que importa mesmo é que eu adoroessa reunião de família, mesmo sendo olhada da cabeça aos pés quando chego aqui.Espero que essas tradições sejam mantidas pelas pessoas da minha família e de outrasporque apesar de não segui-las eu acho interessante.

Feliz páscoa !

Jamili

quarta-feira, 19 de março de 2008

Post de uma desocupada

São dez horas da manhã e aqui estou eu, cheia de tempo e sem ter o que fazer. Ah, é muito bom estar de volta na "terrinha", ver o mar de novo, sentir a brisinha, poder andar de short e sem guarda-chuva... Mas todo mundo tá ocupado fazendo algo! Estudando, trabalhando, sei lá... E eu abandonada com meu ócio.

Daqui a pouco vou assistir a um filme... Eles tão indo embora um a um. Já vi Réquiem para um Sonho (altamente recomendado pelo meu primo Samuca, mais conhecido como JUNINHO, e agora por mim também - é bem forte!), agora tenho A Chave Mestra, Cidadão Kane e O Enigma de Kaspar Hauser pra ver. Ah, e pra quem gosta das músicas dos Beatles e daquela atmosfera dos anos 60, veja Across the Universe. É uma gracinha! haha.

Enfim, como uma boa pré-candidata a propagandista, vou colocar umas campanhas legais por aqui. Se você tiver desocupado como eu na internet, é uma boa pedida:



Menino jogando bola - é um comercial americano de um chocolate, muito bonitinho. O menino é muito esperto! Vejam, vejam. Juro que é bacana.

Vende-se beijo - aquele clássico do Mercado Livre. A música é uma gracinha (nossa, como eu estou meiga ultimamente!)

Coca-cola Paquera - Versão inglesa do comercial da Coca-Cola: "Viva o lado Coca-cola da conquista!"

Coca-cola GTA - Aquele do cara bonzinho com pose de bad boy. O melhor do comercial é a música! You give a little love and it all comes back to you...

Propagandas da Sprite: As coisas como elas são - O amor; O amigo; Arroto. Cara, eles tão MUITO BONS.

General Electric - Mais um comercial ternurinha pra minha lista, sobre a energia eólica. "Eles tiram do vento tudo o que há de melhor".

OMO Menino-Robô - "Toda criança tem o direito de brincar. Porque se sujar faz bem". Cute!

Mãe, eu quero brócolis - Do Sustagen Kids. O nome é auto-explicativo, né?

Ah, O verão! - Da Skol. Também nem precisa comentar!

Comercial da Honda

Comercial de Camisinha - pouco engraçado!

É, acho que tá bom né? Senão Jamili reclama de monopólio. uhahahuaha

Inté





terça-feira, 18 de março de 2008

Mais um, mais um!

Rapaaiz... Tô encontrando umas coisas bacanas. Essa é a vantagem de se ter diário mesmo depois de grandinha. Esse eu escrevi no começo do ano.


Algumas das minhas filosofias de vida:

NÃO SOFRA POR ANTECIPAÇÃO. Pra quê ficar choroso por uma coisa que nem aconteceu ainda, e talvez nem venha a acontecer? Pode ser só obra da sua mente aflita. Sofrimento já é algo terrível... Imagine só o sofrimento desnecessário!

NÃO SOFRA POR MUITO TEMPO. Quando a bomba explode e não há o que fazer, você tem todo, mas todo o direito de ficar triste. Mas não pra sempre! Se realmente não há o que fazer, dê um tempo para a digestão da idéia... E bola pra frente. Você triste não vai mudar a realidade; esse período é necessário pra você se reerguer e extravasar, mas, como bem diz aquela máxima - clichê, mas verdadeira - "quando o seu coração quebra, o mundo não pára para que você junte os pedaços".

SORRIA QUE A VIDA TÁ ÓTIMA. Tem saúde, uma cama pra dormir, comida quando sente fome e em quem confiar? Sua vida tá feita, seja feliz e vá moldando para que ela fique melhor ainda.

CARPE DIEM. "Aproveite cada dia como se fosse o último, porque um dia de fato será". Cada segundo, cada momento. "O amanhã a Deus pertence". Não deixe de falar o que tem vontade, não deixe de fazer o que quer... Viva a vida como ela deve ser vivida: intensamente, sem a sensação de que "ah, por que eu não fiz aquilo?"

SÓ ME ARREPENDO DO QUE NÃO FIZ. Complementando o que eu disse acima.... Nos momentos de receio deixo de fazer e acabo não sabendo no que poderia ter dado. Não saber é uma das piores sensações do mundo, e você fazendo, por mais que a conseqüência seja ruim, você sabe.

SOBRE A INDIFERENÇA: Não há nada que irrite, chateie o magoe mais (pelo menos no meu caso) do que saber que não significa nada para algúem, como se você simplesmente não existisse. Gosto de significar algo, porque as coisas que existem significam. A indiferença é a melhor arma contra inimigos e provocações, mas quando feita por uma pessoa que você considera... Alguma pessoa que significa... Nem sei o que comentar.

CADA UM COM SEU CADA QUAL. Cada um faz o que bem entender da sua vida. Cada um com seus gostos, virtudes, preferências, opção sexual, religião... As diferenças são o que deixam o mundo mais interessante, e tem que ser respeitadas. Se aquele cara gostar de pagode, isso vai mudar alguma coisa na minha vida? E se ele gostasse de New Metal, isso interferiria de alguma forma nela? Acho que não. Isso diz respeito à ele, e só. Seja do jeito que você quiser, faça o que bem entender, desde que não incomode os outros. Afinal, "sua liberdade termina onde a do outro começa". Sabendo respeitar os limites de convivência - ninguém é obrigado a gostar do que você gosta, certo? - dá pra se viver de um modo bacana, com uma mente aberta e podendo curtir bem mais esse mundão sortido que só ele.

Um daqueles pensamentos de diário

Escrevi em 2005, em um momento de ócio criativo (ou não, uhahauhua)


Coisas que só vivendo para saber:
_Quando você estiver procurando algo que precisa muito, esquece. Você não só não vai conseguir encontra-lo agora como quando estiver procurando uma oooutra coisa (e, por acaso, não estiver mais precisando da primeira), você vai acha-lo. E o que você está procurando agora? Nada.
_Você até fica com uma música boa na cabeça, mas as que mais "grudam" são as mais bregas.
_Acontece de você achar a pessoa certa, mas na hora errada.
_Você nunca terá certeza de que o destino realmente existe, mas verá como as coincidências serão presentes no dia-a-dia, e como esse mundo é pequeno e dá voltas.
_Você nunca conseguirá esquecer algo ou alguém que acha que realmente deveria sumir da sua cabeça. E justamente por esse motivo!


Belos pensamentos para uma menina de quinze anos. He. =)
OLÁ, GALERA.O BLOG FOI FEITO COMO UM INCENTIVO À ARTE DE ESCREVER (U.I). ESPERO QUE VOCÊS GOSTEM DAS INSANIDADES AQUI ESCRITAS.

Crônica: A única coisa de que precisamos é amor

Não, eu não vou fazer uma crônica melosa pra te dizer que você precisa encontrar um par perfeito, um príncipe encantado e então casar e viver feliz pra sempre. Na verdade, a idéia do texto surgiu após eu ter escrito um cartãozinho pra minha melhor amiga. O engraçado é que quando criança eu adorava escrever cartõezinhos de natal, páscoa e aniversário. Hoje eu repudio.Quanta grosseria, em?! Que nada. É que fica cada fez mais difícilresumir em dez linhas o que você já viveu em tantos anos (ok, 17nãosão tantos assim mas já faz uma diferença enorme).

Pois então, acabei percebendo o que já tinha percebido. Nossomundo precisa de mais amor. Amor como sinônimo de sutileza, ao levantar dando aquele bom dia e você acaba esquecendo todos os seus problemas. Dias atrás, saí, fui pra escola e no caminho encontrei uma senhorana faixa de 65 anos passeando com o cachorro e dei "bom dia". Incrível, eu nem conhecia a senhora e parecia que eu era a neta dela que haviachegado de viagem e que ela não via há séculos. Só vi o sorriso da mulher. Acho que antes de cumprimentá-la ela deve ter pensado "mais uma adolescenteque não tá nem aí pra nada" ou nem deve ter notado em mim. Voltando ao assunto dos cartõezinhos, esses dias revelei uma fotoe enviei ao meu ex-professor de literatura. Sabe aquelas pessoasextremamente inteligentes e educadas? Pois então, ele é do tipo. Uma raridade nos dias de hoje, aquele que fala olhando realmente pra você. No cartão escrevi "obrigada por ensinar os jovens de hoje a serem um pouco mais humanos". Aposto que ele deve ter pensado "que bom que alguns jovens realmente estão dispostos a acabar com essa palhaçadade individualismo".

E, por fim, é bom dizer e deixar claro que cada um precisade ficar sozinho por um tempo, mas não permanentemente. A convivênciatraz alegria pra essa vida cada vez mais corrida, capitalista. Nossa, que frase pseudoliberal mas é verdade. O meu conselho é: Ame! Ame o cachorro, o papagaio, seus amigos, seu namorado, sua famíliae seu mundo. Este último, principalmente, precisa muito disso.

Por Jamili Z. Bonicenha
Ok, é só pra testar mesmo. :)