quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Post qualquer às 00:40 da madruga

Madrugada de Quarta pra Quinta-feira, e eu no computador. Criando coragem pra terminar umas coisas que eu tenho que levar prontas pro trabalho amanhã.
Levando isso pronto amanhã, eu não fico 100% ferrada. Só uns 80%, assim, qeu já adianto algumas coisas. Mas não há possibilidade de eu não levar isso rponto amanhã, entende?

Ah, mas eu tô tão cansada... Num ritmo tão alucinado ultimamente! Não tenho parado pra descansar, tá uma loucura. É trabalho (muito), Semana dos Bixos, visitas, stress com montador de móvel, com carnaval, com dinheiro, com isso, com aquilo... Aaaaah, meu Deus! Será que sobrevivo?
Draminha, draminha. Sobrevivo sim. Mas o tanto de aftas que tem dado na minha boca com certeza não é a toa (mas não tem nada a ver com a minha frequência de escovação, ok? Eu escovo direitinho os dentes, obrigada). E ainda vão começar as aulas, as coisas na Agência vão funcionar num ritmo frenético em março, por causa de um evento... SO-COR-RO! Alguém me ajuda?

E já tô ficando meio zureta, sabe. O Capitão (pinguim - agora sem trema!!!!!!!!! haaaaaaaaaaaa - do Madagascar) tá olhando pra mim, fixamente, e acho que o olha rdele é muito malandro pro meu gosto.

Tô sentindo falta de parar, deitar e ouvir uma música (e dormir ouvindo, óbvio). Mas tenho plena ciência que isso vai demorar um bocado para acontecer.

Despedindo-me, por enquanto, pq ainda tenho muito o que fazer...

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Uma fábula sobre tempo, vida e morte

Hoje à tarde eu fui com o Roberto (pra quem não sabe, é o meu namorado) fazer o clássico programa de casal sem nada pra fazer numa metrópole ainda desconhecida: Ir ao Shopping. Como bons órfãos de comida dominical de mãe, almoçamos em um restaurante self-service careiro que se diz "típico de roça". Tudo bem, fingimos que acreditamos.
Depois a gente foi ver um filme. Ele tava mais pra comédia, mas eu tava doida pra ver um filme há tempos, desde antes da estréia: O Curioso Caso de Benjamin Button. E minhas expectativas não estavam enganadas. O filme, é sim, duca. Ducarai... Uma nova espécie de Forrest Gump, com sua carga dramática acentuada.
Desde que li notícias, sinopses, críticas e comentários diversos sobre o filme, me apaixonei pela história. Baseado em um livro de contos do autor F. Scott Fitzgerald (do qual eu nunca tinha ouvido falar), o filme conta a história de Benjamin (vivido por Brad Pitt), uma pessoa que nasce velha e morre bebê. Sim, o relógio biológico dele roda, literalmente, ao contrário de todas as outras pessoas.
Quando descobri, logo lembrei de um texto de Charles Chaplin - pelo menos circula na internet como tal -, que fazia parte do perfil do Orkut de meu cunhado:

"A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira
como ela termina. Eu acho que o verdadeiro
ciclo da vida está todo de trás para a frente.
Nós deveríamos morrer primeiro e nos livrar
logo disso. Daí viver num asilo,até ser
chutado para fora de lá por estar muito novo.
Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar.
Então você trabalha 40 anos até ficar novo
o bastante para poder aproveitar sua
aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe
bastante álcool, faz festas e se prepara
para a faculdade. Você vai para o colégio, tem
várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma
responsabilidade, se torna um bebezinho de colo,
volta para o útero da mãe, passa seus últimos nove
meses de vida flutuando...
E termina tudo com um ótimo orgasmo!!!
Não seria perfeito?"



Ok, sei que me perdi no meu comentário sobre o filme, é que ue não podia deixar de fazer a associação. Pra falar a verdade, o filme traz um lado bem mais "trágico" dessa "dádiva" de Benjamin, que é juvenescer com o passar dos anos. Há partes cômicas no filme, como as primeiras experiências do jovem-velho Benjamin com mulheres e álcool, mas o filme é, em sua essência, dramático.
Dramático porque o filme traz à tona a realidade sobre o tempo, incontrolável, como bem diz uma música dos Engenheiros: "hoje o tempo escorre nos dedos das nossas mãos". Apesar de tudo acontecer "ao contrário" com Benjamin, o tempo é implacável com todas as outras pessoas que o cercam. A morte é um elemento recorrente nesse filme, passando pelos estados de degradação, senilidade (existe essa palavra?), doenças, ou até mesmo tragédias. Enquanto isso, Benjamin só melhora. Mas sozinho. Uma condição que de primeira parece tão maravilhosa perde o seu sentido quando as pessoas que te cercam morrem e você não consegue acompanhar o ritmo de vida das outras. E, "no final, todos usamos fraldas", como bem diz uma frase do filme. Benjamin, no final de sua vida, não tem memórias, não anda, não fala, não come sozinho. Assim como muitos no final da vida.
Já vi críticas desse filme falando que o "assunto central" do filme é o Amor entre Benjamin e Daisy. Sinceramente, não foi o que vi. Para mim era só mais um detalhe para demonstrar a dificuldade de ser - e conviver - com Benjamin Button, destinos desencontrados, que só vão se encontrar em uma única etapa da vida, ambos com 40 e poucos anos - mas Benjamin, sem nenhuma ruga.
Enfim. Daria pra falar várias coisas sobre o filme, tecer os meus vários pensamentos que surgiram após eu assistir as quase três horas de filme sem nem sentir o tempo passar, e com lágrimas nos olhos a todo o tempo. Mas deixo para vocês tirarem as suas próprias conclusões! Só digo uma coisa: você não vai sair do cinema impune.

Então, até mais...

PS: Eu tô lendo o livro de contos do qual surgiu o filme Menina de Ouro. Bem legal também, recomendadíssimo.