sábado, 24 de outubro de 2009

As pessoas não deviam morrer.

Não deviam. Simplesmente não deviam.
Deixar de existir só serve pra fazer quem fica ficar triste, com um gosto amargo na boca, e sentir uma saudade doída, de quem nunca mais vai sana-la. Só serve pra deixar um buraco no peito, e lágrimas nos olhos mesmo com as lembranças mais bobas.
E daí se o mundo não teria capacidade pra todo mundo? A gente dava um jeito. Já demos um jeito de tanta coisa, de voar, curar doenças antes incuráveis. Duvido que a gente não daria um jeito pra acomodar todo mundo, também. Se formos adaptar o velho dito popular, onde comem 6,5 bilhões da habitantes, porque não comeriam mais? Ora bolas.
E nem me venha com aquele papo de inovação, de ciclo que se fecha, de que a vida é assim. Nem vem. Porque a verdade, meu caro, é que quando as coisas estão boas você quer que elas continuem assim pra sempre. Sem tirar nem pôr. Quer que o momento, aquilo seja eterno. E o mesmo acontece com as pessoas que a gente ama.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Conto - Capítulo I

Eu via o que ninguém via.

Todos estavam sempre muito ocupados. Senhores de blazer e sapatos mais ou menos engaxados, andando apressados com uma pasta embaixo do braço (o que continua? Documentos? Contas? Contracheque? Desenho da filha?).
Senhorinhas na mesa do café da esquina, bebericando o chá vagarosamente enquanto tagaleravam feito matracas - num paradoxo incrível!
Crianças correndo pelas ruas com os joelhinhos todos estrupiados, chegando bem antes que a mochila em suas costas, e deixando as mães bem pra trás - sempre esbaforidas, despenteadas, exautas... E com cara de quem indaga "O que é que eu vou arrumar com esse moleque quando chegar em casa?".
Um jornaleiro entediado lendo o jornal do dia à espera de clientes;
Um feirante oriental arrumando suas suculentas frutas na bandeja;
Um cachorro da rua fazendo sua vistoria matinal nas lixeiras.

E era sempre assim, todo santo dia.
Cada um imerso em seu agitado universo particular, num cotidiano repleto de banalidades que ocupas os horas de seu dia.

Assim, ninguém percebeu quando,
num dia aparentemente como qualquer outro,
uma coisa incrível aconteceu.

E eu vi.
Porque eu via o que ninguém via.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Eu tô tentando

eu tô tentando largar o cigarro
eu tô tentando remar meu barco
eu tô tentando armar um barraco
eu tô tentando não cair no buraco

eu tô tentando tirar o atraso
eu tô tentando te dar um abraço
eu tô penando pra driblar o fracasso
eu tô brigando pra enfrentar o cangaço

eu tô tentando ser brasileiro
eu tô tentando saber o que é isso
eu tô tentando ficar com Deus
eu tô tentando que Ele fique comigo

eu tô fincando meus pés no chão
eu tô tentando ganhar um milhão
eu tô tentando ter mais culhão
eu tô treinando pra ser campeão

eu tô tentando ser feliz
eu tô tentando te fazer feliz(bis)

eu tô tentando entrar em forma
eu tô tentando enganar a morte
eu tô tentando ser atuante
eu tô tentando ser boa amante

eu tô tentando criar meu filho
eu tô tentando fazer meu filme
eu tô chutando pra marcar um gol
eu tô vivendo de rock 'n roll


[Eu to tentando - Kid Abelha]


Eu tô tentando.
Desde o começo do ano, faço aula de acordeon.
No segundo semestre, comecei a fazer capoeira.
Tô em processo de tirar carteira de motorista, tendo aula de direção.
E ainda peno indo nos ensaios da bateria pra fazer a levada do samba realmente legal.
No forró, ainda preciso ir mais. Rodopiar pra lá e pra cá pra me soltar.
E eu to feliz assim.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Ela estava lá, serena. E tudo lhe parecia no devido lugar. Os sapatos espalhados pelo chão do quarto, os livros desarrumados nas estantes. A psta de dente jogada na pia. O espelho manchado. O montinho de poeira varrido, mas não jogado fora, no canto da sala.
Sentiu-se livre. Livre para deixar as estantes empoeiradas, para não arrumar a cama. Sentia um certo prazer no no mini-caos particular de seu lar. Ela sabia exatamente onde encontrar o que queria, mesmo que fosse embaixo de uma pilha de roupas espremidas no armário.
Mas não abusava dessa liberdade. Seu lar era perfeitamente habitável, aconchegante até. As pessoas que lá chegavam também sentiam-se livres, à vontade. Nada daqueles ambienntes onde tudo está tão em ordem que dá medo de sentar, ou passar, e desarrumar e sujar aquele trabalho, outrora feito com tanto esmero por alguém. Não. A mesa não estava suja, mas estava lotada de bagulhos, que iam desde chaves de casa até bananas, passando por folhas de propaganda de pizzaria, brincos, pentes... O sofá não estava empoeirado, mas estava repleto de rugas, típicas de muitas sentadas seguidas. Os farelos de coisas se espalhavam por toda a bancada da cozinha. Havia meia dúzia de copos não-lavados na pia.
E, ela, estranhamente, gostava disso.
Por que sabia que não tinha momento exato para arrumar a cama. Tirar as coisas de cima de mesa. Ajeitar a sala. Limpar a cozinha.
Se quisesse, poderia até deixar a revista da semana no banheiro, para a próxima vez que se recolhesse.
Era tudo no seu tempo. No seu controle.
E não tinha como não gostar disso.

Eu já pensei...

Quando eu era menininha, sempre que me faziamm a pergunta clássica "O que você vai ser quando cresceeer?", eu sempre tinha uma resposta na ponta da língua. Não que fosse sempre a mesma, mas eu sempre tive muita certeza do que eu queria.
Nunca sonhei em ser médica "pra ajudar as pessoas" ou veterinária, "pra cuidar dos bichinhos". Nem em professora, nem em bommbeira, nem em policial (apesar desses dois últimos serem desejos mais comuns de molequinhos, né?)
Eu queria é ser desenhista. De história em quadrinhos. Queria trabalhar tipo com o Mauricio de Souza, sabe? Minha infância era regada a chegadas quinzenais de uma remessa de revistinhas. Duas assinaturas da Turma da Mônica e uma da Disney. Eu adorava.

Também pensei em trabalhar com filmes de desenho animado. Meus pais eram donos de locadora, então, outra coisa que fez parte massivamente dos meus tempos de moleca eram filmes da Disney. Cara, como eu adorava o Hércules. Tinha a boneca da Mulan. Além, é claro, de ter chorado horrores com a morte do Mufasa no Rei Leão, entre outras coisas. Mas eu sempre gostei de desenhar, sempre gostei de desenho, e até hoje acho fantástico trabalhar com o encanto das pessoas, assim.

Eu também já quis muito ser escritora. Ganhar a vida, assim, escrevendo. Aliás, tenho esse desejo até hoje (apesar de não saber bem como faze-lo...). Mexe, de novo, com essa questão de encanto, de prender a atenção das pessoas, de fazer elas se emocionarem.

Mas todas as coisas mexem com as duas paixões da minha vida, que é escrever (em primeiro lugar) e desenhar.
Deixo claro: Não que eu seja uma puta escrivinhadora ou uma puta rabiscadora... Sou mediana, até. Mas eu gosto, uai, fazer o que?

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Eu queria. Só queria...

Queria escrever coisas majestosas. MAs não aquelas complexas, profundas, fora do alcance da maioria das pessoas, e, por isso, intangível. Queria escrever coisas majestosas que estão aí, do nosso lado, no cotidiano. Percepções que acontecem todo dia, mas que quase ninguém parou para pensar a respeito.
Mas eu só consigo pensar em teorias bobas. Como a que, por exemplo, não existe japonês de meia-idade: ou são todos muito velhos, ou muito novos.
Céus.

domingo, 12 de julho de 2009

Um bom dia para uma brisa.

Acordo tarde. Um pouco zonza, a cabeça meio esquisita. Acho que foi a cerveja - e olha que nem foi tanta assim. Levanto ao som de minha mãe batendo panelas na pia da cozinha, tentando, meio sem jeito, fazer o almoço de domingo sair.
Levanto. Levanto rápido, como costumo levantar. Se enrolar demais, capoto na cama de volta. Me conheço. Vou direto para o banheiro, como em todas as manhãs. Demoro pouco.
Volto. Meu pai já olha torto e manda eu arrumar a cama - poxa, faz pelo menos uns seis meses que não arrumo minha cama, como assim?. Arrumo, assim, bem mais ou menos, não sou muito jeitosa.
Tomo um banho. Um longo e demorado banho. Tento tirar a catinga de cigarro do meu cabelo - é isso que dá sair pra lugar fechado. E ainda teve uma filha da mãe que me queimou com o dito cujo. Filha da mãe.
Enfim. Me enfio de novo no pijama. Minha mãe grita que o almoço tá pronto. Almoço. Tem purê. Cara, como eu adoro purê.
Abro a janela do quarto. E agora estou aqui.


Entra uma brisa maravilhosa. Brisa de mar, sabe? Contínua, leve, bem fresquinha. Tá um dia lindo lá fora. Céuzão azul, limpo. Um sol gostoso. Dá até gosto de olhar pela janela do meu quarto e ver, ná no horizonte, o mar.
Lá em São Paulo, numa hora dessas, deve tar garoando, no mínimo. Um céu meio cinza. Um dia preguiçoso e melancólico. Meio frio.
Fico feliz de estar aqui, em Vitória. De verdade.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Alguns sites que tenho visitado...

Como eu sei que hoje não sai mais nada, vou postar (e recomendar) links que sites que tenho visitado razoavelmente nos últimos tempos.

VIDA DE MERDA (www.vidademerda.com.br) É uma espécie de blog coletivo, no qual as pessoas postam as desgraças do dia-a-dia. Se você acha que seu dia tá sendo uma merda, altamente recomendável. Do lema "há sempre alguém pior nesse mundo".

KIBE LOCO (www.kibeloco.com.br) As gracinhas ácidas do Kibe Loco. Legais.

MULHER 7X7 (http://colunas.epoca.globo.com/mulher7por7/) Blog da Época Online de "mulherzinha" (aliás, sete delas postam). Uns assuntos legais. Outros nem tanto. Fico de olho pra ver qual é o da vez.

Certeza que tem mais, mas não to lembrando. De qualquer forma, quando lembrar eu posto.

Adios!

Tá. Mas e agora?

Pois é, é isso aí.
Saí do meu estágio/trampo.
Acabou o semestre (e, junto com ele, todos os trabalhos acadêmicos até segunda ordem).
Tô de férias.
Vim pra Vitória.

Estou descansada, comida, dormida, divertida.
Tá.
E agora???

Pois é, tenho várias metas para esse segundo semestre. Quero dormir horas o bastante nas minhas noites. Quero comer melhor. Quero pegar umas optativas legais, me dedicar mais à faculdade, tirar minha carteira de motorista, fazer uns cursos de photoshop, illustrator e afins.
E fazer duas coisas que amo, de paixão: Ler. E escrever.
(Inclusive, está entre as metas deixar esse blog sempre atualizado. Vou me empenhar!).

Pois é. Aí penso em postar, porque adoooro escrever - aliás, meu sonho de pequena era ser, "quando crescer", escritora, sabiam?. Mas aí penso: escrever sobre o que?
É meio difícil essa "Redação tema livre". Meio complicado. Fico perdida. Não sei se sei lidar com tanta liberdade, tanto poder de escolha, tanta falta de diretrizes a me indicarem. É, sei lá, pode parecer, hum, o que, resignado? Mas fico perdida, mesmo. Fazer o que? Penso, penso, penso e penso, mas tenho medo de acabar no esdrúxulo, no medíocre, no sem sal. No final das contas, SEI que sou capaz de fazer uma coisa puta boa. Mas o imediatismo de um blog, será que me permite?

Bom, sei lá. Às vezes é falta de autoconfiança, também. Trabalhei como redatora numa agência pequetitica por oito meses, e gostavam bastante do meu trabalho - e olha que às vezes eu tinha que lidar com uns prazos...

Enfim. Tá, e agora?
Mão na massa.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Vou ser chata e, mais uma vez...

...postar falando de trabalhos acadêmicos.
O que fizemos esse semestre:

Em grupo:
1) Planejamento de marketing completo para uma empresa à sua escolha (nosso: Projeto Social Redigir)
2) Planejamento Promocional (nosso: biscoito Passatempo lanchinho)
3) Campanhas Políticas (Lula e Marta)


Individual:
1) Relatórios de leitura - LP III e Pesquisa
2) Ideologia na Propaganda (Feminismo e Mulheres Dermacyd)
3) Ensaio sobre Energia (Energias alternativas e adesão do governo para atitudes coletivas e não individuais).

Deve ter mais. Depois atualizo.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Testando os limites do corpo.

Ultimamente tenho a impressão que ando testando os limites do meu corpo. Nessa rotina louca onde tem aula de manhã, trabalho à tarde/começo da noite e o tempo que me resta para fazer os trocentos trabalhos da faculdade, que não páram de brotar, é no final da noite/madrugada.
Minha rotina está sendo, basicamente, a seguinte: Acordo cedo. Vou pra aula. Almoço rápido. Vou pro trabalho. Fico até sete e meia, oito horas. Chego em casa oito e pouco, quase nove. SEMPRE tem um trabalho pra fazer. Mas daqui que chego em casa, tomo banho, como, dou aquela relaxada e vou fazer... Já são onze horas da noite. E tenho um horário-limite: duas da manhã. Passou das duas, já to babando, não rendo mais. Tenho que dormir. Aí normalmente eu acordo mais cedo, as cinco e meia, seis horas, pra continuar o que eu tava fazendo. E aí vou indo.
Nessa rotina louca, e com a greve da faculdade, eu tava comendo mal. Passar de R$1,90 pra uns dez conto por dia com comida não dá. E também faltava tempo. Então, às vezes, nem almoçava. Comia qualquer porcaria, sei lá, um salgado. Não que eu goste. Mas que não dava, mesmo.
E chegando em casa, só, vivo de bisnaguinha com requeijão e leite com toddy. É a base da minha alimentação.
Agora minha mãe tá em casa. Tô almoçando direitinho, levando marmita. Mas tô comendo MUITO. E muito doce, mais do que devia. Também, olha só: nos últimos tempos lá em casa, em uma semana, já teve: bolo gelado de chocolate, bolo de cenoura com cobertura de chocolate, palha italiana, pão de mel, torta de limão, chocolate quente... Tem quem resista?
Hoje, então, foi um dia trash. Dormi uma hora e meia. E olha que eu sou daquele tipo de pessoa que fica retardada quando tá com sono, não consegue sacudir a cabeça e continuar. Mas eu fiquei fazendo Ensaio de Lingua Portuguesa III das onze da noite até nove horas da manhã (!), só com essa pausa das duas e pouco(o fatídico horário) até três e quarenta da manhã. E a Bárbara (para quem não sabe, minha amiga, roomate e colega de classe) também mais ou menos no mesmo ritmo.
Na hora que a gente tava esperando pra ir pra faculdade, olhei pra gente e falei uma expressão célebre da Michelle pra definir a gente nesse momento: "DIGNAS DE PENA". Nossa, como estamos zoadas! Tô de óculos (que era pra ser temporário, mas tá virando perpétuo), cabelo desgrenhado, calça jeans de sempre, tênis mais vleho do universo, camisa qualquer do JUCA e moletom da ECA. Olhos pendendo, cansados. Expressão de quem vai cair desfalecido daqui a pouco. uhahuahua
Bom. Já tá passando. Tudo vai passar, e de vez. Dia 1º é quando eu ganho a Alforria: Não vou mais ao trabalho (vou sair) e entrego o último trabalho dos quatro que eu ainda tenho pra fazer. Aí no dia seguinte, ou no mesmo dia mesmo, eu viajo pro ES. Sombra, água fresca, praia, comidinha da mamãe, sem hora pra acordar, sem apresentaçoes, seminários, prazos. Livre, livre. Pelo menos por um tempo razoável.
Nossa, juro. Tô precisando.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Eu penso de menos.

É, eu penso de menos. Graças a Deus.
Você não sabe o tanto de coisas que eu evito parando pra pensar só no que importa (teoricamente), e deixando as neuras, as preocupações, os sofrimentos por antecipação e o pessimismo de lado.
Assim é mais fácil de ser feliz.

Mais uma tentativa. Dessa vez quero que seja pra valer.

Bom, já comecei esse post várias e várias vezes. Não vou começar mais uma vez falando que "quero ressuscitar isso aqui" e blá blá blá, como de praxe.
Mas acho que dessa vez vai.
Daqui a dez dias, terei TEMPO. E vai ser maravilhoso!

*

Como eu sei que se eu começar a escrever vou ter que parar no meio, porque tenho trezentas coisas pra fazer aqui, vou postar uns pensamentos legais. É de um cara, um filósofo chamado Mario Sergio Cortella, de um livro dele chamado "Não Nascemos Prontos! - Provocações filosóficas". Não que eu tenha lido, porque eu realmente não o fiz. Mas esses pensamentos da contracapa são bem legais. Até porque tenho me identificado (até demais) com eles ultimamente.

"Gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce não-pronta e vai se fazendo.
O grande desafio humano é resistir À sedução do repouso, pois nascemos para caminhar e nunca para nos satisfazer com as coisas como estão. A insatisfação é um elemento indispensável para quem, mais do que repetir, deseja criar, inovar, refazer, modificar, aperfeiçoar.

Assumir esse compromisso é aceitar o desafio de construir uma existência menos confortável, porém ilimitida e infinitamente mais significativa e graficante.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

E se ressurge das cinzas...

É sempre assim. Passam-se eras e mais eras sem postar nesse blog, que fica jogado às traças. Mas, confesso, já foram várias as vezes que eu abri o blogspot.com, loguei e comecei um post. Mas nunca termino, logo, nunca posto. Vamos ver se dessa vez vai ser diferente.
Hoje é uma segunda-feira. Segunda-feira fria pra CACETE, diga-se de passagem (essa vai ser a madrugada mais fria do ano!).
Quando eu chegar em casa, termino o post.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Post qualquer às 00:40 da madruga

Madrugada de Quarta pra Quinta-feira, e eu no computador. Criando coragem pra terminar umas coisas que eu tenho que levar prontas pro trabalho amanhã.
Levando isso pronto amanhã, eu não fico 100% ferrada. Só uns 80%, assim, qeu já adianto algumas coisas. Mas não há possibilidade de eu não levar isso rponto amanhã, entende?

Ah, mas eu tô tão cansada... Num ritmo tão alucinado ultimamente! Não tenho parado pra descansar, tá uma loucura. É trabalho (muito), Semana dos Bixos, visitas, stress com montador de móvel, com carnaval, com dinheiro, com isso, com aquilo... Aaaaah, meu Deus! Será que sobrevivo?
Draminha, draminha. Sobrevivo sim. Mas o tanto de aftas que tem dado na minha boca com certeza não é a toa (mas não tem nada a ver com a minha frequência de escovação, ok? Eu escovo direitinho os dentes, obrigada). E ainda vão começar as aulas, as coisas na Agência vão funcionar num ritmo frenético em março, por causa de um evento... SO-COR-RO! Alguém me ajuda?

E já tô ficando meio zureta, sabe. O Capitão (pinguim - agora sem trema!!!!!!!!! haaaaaaaaaaaa - do Madagascar) tá olhando pra mim, fixamente, e acho que o olha rdele é muito malandro pro meu gosto.

Tô sentindo falta de parar, deitar e ouvir uma música (e dormir ouvindo, óbvio). Mas tenho plena ciência que isso vai demorar um bocado para acontecer.

Despedindo-me, por enquanto, pq ainda tenho muito o que fazer...

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Uma fábula sobre tempo, vida e morte

Hoje à tarde eu fui com o Roberto (pra quem não sabe, é o meu namorado) fazer o clássico programa de casal sem nada pra fazer numa metrópole ainda desconhecida: Ir ao Shopping. Como bons órfãos de comida dominical de mãe, almoçamos em um restaurante self-service careiro que se diz "típico de roça". Tudo bem, fingimos que acreditamos.
Depois a gente foi ver um filme. Ele tava mais pra comédia, mas eu tava doida pra ver um filme há tempos, desde antes da estréia: O Curioso Caso de Benjamin Button. E minhas expectativas não estavam enganadas. O filme, é sim, duca. Ducarai... Uma nova espécie de Forrest Gump, com sua carga dramática acentuada.
Desde que li notícias, sinopses, críticas e comentários diversos sobre o filme, me apaixonei pela história. Baseado em um livro de contos do autor F. Scott Fitzgerald (do qual eu nunca tinha ouvido falar), o filme conta a história de Benjamin (vivido por Brad Pitt), uma pessoa que nasce velha e morre bebê. Sim, o relógio biológico dele roda, literalmente, ao contrário de todas as outras pessoas.
Quando descobri, logo lembrei de um texto de Charles Chaplin - pelo menos circula na internet como tal -, que fazia parte do perfil do Orkut de meu cunhado:

"A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira
como ela termina. Eu acho que o verdadeiro
ciclo da vida está todo de trás para a frente.
Nós deveríamos morrer primeiro e nos livrar
logo disso. Daí viver num asilo,até ser
chutado para fora de lá por estar muito novo.
Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar.
Então você trabalha 40 anos até ficar novo
o bastante para poder aproveitar sua
aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe
bastante álcool, faz festas e se prepara
para a faculdade. Você vai para o colégio, tem
várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma
responsabilidade, se torna um bebezinho de colo,
volta para o útero da mãe, passa seus últimos nove
meses de vida flutuando...
E termina tudo com um ótimo orgasmo!!!
Não seria perfeito?"



Ok, sei que me perdi no meu comentário sobre o filme, é que ue não podia deixar de fazer a associação. Pra falar a verdade, o filme traz um lado bem mais "trágico" dessa "dádiva" de Benjamin, que é juvenescer com o passar dos anos. Há partes cômicas no filme, como as primeiras experiências do jovem-velho Benjamin com mulheres e álcool, mas o filme é, em sua essência, dramático.
Dramático porque o filme traz à tona a realidade sobre o tempo, incontrolável, como bem diz uma música dos Engenheiros: "hoje o tempo escorre nos dedos das nossas mãos". Apesar de tudo acontecer "ao contrário" com Benjamin, o tempo é implacável com todas as outras pessoas que o cercam. A morte é um elemento recorrente nesse filme, passando pelos estados de degradação, senilidade (existe essa palavra?), doenças, ou até mesmo tragédias. Enquanto isso, Benjamin só melhora. Mas sozinho. Uma condição que de primeira parece tão maravilhosa perde o seu sentido quando as pessoas que te cercam morrem e você não consegue acompanhar o ritmo de vida das outras. E, "no final, todos usamos fraldas", como bem diz uma frase do filme. Benjamin, no final de sua vida, não tem memórias, não anda, não fala, não come sozinho. Assim como muitos no final da vida.
Já vi críticas desse filme falando que o "assunto central" do filme é o Amor entre Benjamin e Daisy. Sinceramente, não foi o que vi. Para mim era só mais um detalhe para demonstrar a dificuldade de ser - e conviver - com Benjamin Button, destinos desencontrados, que só vão se encontrar em uma única etapa da vida, ambos com 40 e poucos anos - mas Benjamin, sem nenhuma ruga.
Enfim. Daria pra falar várias coisas sobre o filme, tecer os meus vários pensamentos que surgiram após eu assistir as quase três horas de filme sem nem sentir o tempo passar, e com lágrimas nos olhos a todo o tempo. Mas deixo para vocês tirarem as suas próprias conclusões! Só digo uma coisa: você não vai sair do cinema impune.

Então, até mais...

PS: Eu tô lendo o livro de contos do qual surgiu o filme Menina de Ouro. Bem legal também, recomendadíssimo.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Depois de muito tempo!

Eu sei que ninguém mais lê isso aqui, mas tudo bem... Um dos meus objetivos de ano novo (mentira) é trazer isso aqui de volta à tona. Então, vamos lá. Como eu tô no trabalho e não to com saco, nem tempo, de ficar postando aqui, vou postar links legais.

www.zecabaleiro.com.br - Dá pra ouvir as músicas dos CDs dele por lá, inclusive as do novo, Coração do Homem Bomba Vol 1 e 2.

www.en.akinator.com - Pense em qualquer pessoa ou personagem (mesmo que não seja de carne-e-osso) que seja um pouco famosa. Responda às perguntas. O Gênio acerta - ou costumava, porque, com o passar do tempo, ele tá errando mais. Seria a caduquice?

Inté

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