É incrível a unanimidade das pessoas que moram sozinhas
ao descrever o ambiente familiar quando voltam pra casa, seja
num feriado apenas ou nas férias.
Primeiro, assim que cheguei minha mãe olhou pra minha roupa e disse:
"Jamili, você não teve tempo de tirar o uniforme e colocar uma roupa
decente?". Claro que como tinha acabado de chegar, tive toda paciência
do mundo e respondi num tom de voz muito agradável. "Não, mãe,
saí correndo do Darwin, almocei e vim pra Linhares".
Eu realmente sou uma pessoa que possui paciência até onde a educação
termina. E isso é motivo de briga constante entre mim e minha mãe.
Olhei o post da Déh ali embaixo e vi que nós, jovens, somos dotados
de uma falta de paciência incrível. Talvez isso seja fruto
do começo de uma formação de opinião definitiva. Dizem que a
adolescência transita entre o incerto e o definitivo. Por isso, meus
caros, somos mestres em contestar a idéia dos outros, numa prova
de que já somos capazes de escolher o que é melhor pra nós.
Outra coisa, minha mãe fez uma moqueca hoje e eu não gosto.
Vocês acreditam que ela ficou inconformada por eu não comer algo
que levou tanto tempo pra ser feito? Pô, lamento por ela que não
me fez uma, somente uma única pergunta "Dá pra comer moqueca no almoço?"
HAHAHAHAHHAHAHAH. E olha, fui obrigada a comer arroz e feijão pra
me punir desse "ato de teimosia".
E, por fim, é claro que fui chamada pra fazer alguma tarefa
aqui em casa logo no momento que eu parei pra resolver minha prova
de química do CELV. Super concentrada, fazendo altas regras de três
(shhhhhhhhhrr..) e quem me chama? Claro, minha mãe. "Filha, vem aqui
ligar pra não sei quem" Grrrrrrrrrrrrrrr. Vou ter 120 filhos pra
ficar fazendo os coitados revezarem nas tarefas. Respondi com minha
super rebeldia, claro, na hora. "Mãe, logo agora que eu parei pra
estudar?" E claro, ela respondeu o que eu mais odeio.. "Jamili,
você tem o dia todo pra fazer isso".
Acabo de fundar o CJI, clube dos Joves Injustiçados.
domingo, 20 de abril de 2008
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