Quando eu era menininha, sempre que me faziamm a pergunta clássica "O que você vai ser quando cresceeer?", eu sempre tinha uma resposta na ponta da língua. Não que fosse sempre a mesma, mas eu sempre tive muita certeza do que eu queria.
Nunca sonhei em ser médica "pra ajudar as pessoas" ou veterinária, "pra cuidar dos bichinhos". Nem em professora, nem em bommbeira, nem em policial (apesar desses dois últimos serem desejos mais comuns de molequinhos, né?)
Eu queria é ser desenhista. De história em quadrinhos. Queria trabalhar tipo com o Mauricio de Souza, sabe? Minha infância era regada a chegadas quinzenais de uma remessa de revistinhas. Duas assinaturas da Turma da Mônica e uma da Disney. Eu adorava.
Também pensei em trabalhar com filmes de desenho animado. Meus pais eram donos de locadora, então, outra coisa que fez parte massivamente dos meus tempos de moleca eram filmes da Disney. Cara, como eu adorava o Hércules. Tinha a boneca da Mulan. Além, é claro, de ter chorado horrores com a morte do Mufasa no Rei Leão, entre outras coisas. Mas eu sempre gostei de desenhar, sempre gostei de desenho, e até hoje acho fantástico trabalhar com o encanto das pessoas, assim.
Eu também já quis muito ser escritora. Ganhar a vida, assim, escrevendo. Aliás, tenho esse desejo até hoje (apesar de não saber bem como faze-lo...). Mexe, de novo, com essa questão de encanto, de prender a atenção das pessoas, de fazer elas se emocionarem.
Mas todas as coisas mexem com as duas paixões da minha vida, que é escrever (em primeiro lugar) e desenhar.
Deixo claro: Não que eu seja uma puta escrivinhadora ou uma puta rabiscadora... Sou mediana, até. Mas eu gosto, uai, fazer o que?
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