domingo, 12 de julho de 2009

Um bom dia para uma brisa.

Acordo tarde. Um pouco zonza, a cabeça meio esquisita. Acho que foi a cerveja - e olha que nem foi tanta assim. Levanto ao som de minha mãe batendo panelas na pia da cozinha, tentando, meio sem jeito, fazer o almoço de domingo sair.
Levanto. Levanto rápido, como costumo levantar. Se enrolar demais, capoto na cama de volta. Me conheço. Vou direto para o banheiro, como em todas as manhãs. Demoro pouco.
Volto. Meu pai já olha torto e manda eu arrumar a cama - poxa, faz pelo menos uns seis meses que não arrumo minha cama, como assim?. Arrumo, assim, bem mais ou menos, não sou muito jeitosa.
Tomo um banho. Um longo e demorado banho. Tento tirar a catinga de cigarro do meu cabelo - é isso que dá sair pra lugar fechado. E ainda teve uma filha da mãe que me queimou com o dito cujo. Filha da mãe.
Enfim. Me enfio de novo no pijama. Minha mãe grita que o almoço tá pronto. Almoço. Tem purê. Cara, como eu adoro purê.
Abro a janela do quarto. E agora estou aqui.


Entra uma brisa maravilhosa. Brisa de mar, sabe? Contínua, leve, bem fresquinha. Tá um dia lindo lá fora. Céuzão azul, limpo. Um sol gostoso. Dá até gosto de olhar pela janela do meu quarto e ver, ná no horizonte, o mar.
Lá em São Paulo, numa hora dessas, deve tar garoando, no mínimo. Um céu meio cinza. Um dia preguiçoso e melancólico. Meio frio.
Fico feliz de estar aqui, em Vitória. De verdade.

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