terça-feira, 23 de junho de 2009

Testando os limites do corpo.

Ultimamente tenho a impressão que ando testando os limites do meu corpo. Nessa rotina louca onde tem aula de manhã, trabalho à tarde/começo da noite e o tempo que me resta para fazer os trocentos trabalhos da faculdade, que não páram de brotar, é no final da noite/madrugada.
Minha rotina está sendo, basicamente, a seguinte: Acordo cedo. Vou pra aula. Almoço rápido. Vou pro trabalho. Fico até sete e meia, oito horas. Chego em casa oito e pouco, quase nove. SEMPRE tem um trabalho pra fazer. Mas daqui que chego em casa, tomo banho, como, dou aquela relaxada e vou fazer... Já são onze horas da noite. E tenho um horário-limite: duas da manhã. Passou das duas, já to babando, não rendo mais. Tenho que dormir. Aí normalmente eu acordo mais cedo, as cinco e meia, seis horas, pra continuar o que eu tava fazendo. E aí vou indo.
Nessa rotina louca, e com a greve da faculdade, eu tava comendo mal. Passar de R$1,90 pra uns dez conto por dia com comida não dá. E também faltava tempo. Então, às vezes, nem almoçava. Comia qualquer porcaria, sei lá, um salgado. Não que eu goste. Mas que não dava, mesmo.
E chegando em casa, só, vivo de bisnaguinha com requeijão e leite com toddy. É a base da minha alimentação.
Agora minha mãe tá em casa. Tô almoçando direitinho, levando marmita. Mas tô comendo MUITO. E muito doce, mais do que devia. Também, olha só: nos últimos tempos lá em casa, em uma semana, já teve: bolo gelado de chocolate, bolo de cenoura com cobertura de chocolate, palha italiana, pão de mel, torta de limão, chocolate quente... Tem quem resista?
Hoje, então, foi um dia trash. Dormi uma hora e meia. E olha que eu sou daquele tipo de pessoa que fica retardada quando tá com sono, não consegue sacudir a cabeça e continuar. Mas eu fiquei fazendo Ensaio de Lingua Portuguesa III das onze da noite até nove horas da manhã (!), só com essa pausa das duas e pouco(o fatídico horário) até três e quarenta da manhã. E a Bárbara (para quem não sabe, minha amiga, roomate e colega de classe) também mais ou menos no mesmo ritmo.
Na hora que a gente tava esperando pra ir pra faculdade, olhei pra gente e falei uma expressão célebre da Michelle pra definir a gente nesse momento: "DIGNAS DE PENA". Nossa, como estamos zoadas! Tô de óculos (que era pra ser temporário, mas tá virando perpétuo), cabelo desgrenhado, calça jeans de sempre, tênis mais vleho do universo, camisa qualquer do JUCA e moletom da ECA. Olhos pendendo, cansados. Expressão de quem vai cair desfalecido daqui a pouco. uhahuahua
Bom. Já tá passando. Tudo vai passar, e de vez. Dia 1º é quando eu ganho a Alforria: Não vou mais ao trabalho (vou sair) e entrego o último trabalho dos quatro que eu ainda tenho pra fazer. Aí no dia seguinte, ou no mesmo dia mesmo, eu viajo pro ES. Sombra, água fresca, praia, comidinha da mamãe, sem hora pra acordar, sem apresentaçoes, seminários, prazos. Livre, livre. Pelo menos por um tempo razoável.
Nossa, juro. Tô precisando.

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